Geral Em sigilo
Lava Jato tratou em sigilo com EUA divisão de valor cobrado da Petrobras
Negociação não envolveu a CGU, o órgão competente por lei, para o caso
20/07/2023 09h16
Por: Redação RI Fonte: Coluna do Jamil Chade | Uol
O ex-procurador do MPF e deputado federal cassado Deltan Dallagnol | Imagem: Theo Marques/UOL

O ex-procurador e ex-deputado Deltan Dallagnol negociou em sigilo com as autoridades norte-americanas um acordo para dividir o dinheiro que seria cobrado da Petrobras em multas e penalidades por causa da corrupção. Procurado, Deltan não respondeu aos pedidos da reportagem, realizada em uma parceria entre o UOL e a newsletter A Grande Guerra.

A negociação não envolveu a CGU (Controladoria-Geral da União), o órgão competente por lei, para o caso.

Continua após a publicidade

As conversas entre procuradores suíços e brasileiros aconteceram por mais de três anos pelo aplicativo Telegram e não eram registradas oficialmente. Elas aconteciam por causa do papel das autoridades de Berna na busca, confisco e detalhamento das contas usadas como destino das propinas investigadas na Operação Lava Jato. Mas, para ambos, foi considerado estratégico envolver a Justiça americana, que estava também investigando o caso.

Os chats fazem parte dos arquivos apreendidos pela Polícia Federal durante a operação Spoofing, que investigou o hackeamento de procuradores e também do ex-juiz Sergio Moro no caso que ficou conhecido como Vaza Jato.

No dia 29 de janeiro de 2016, Dallagnol escreveu aos suíços para contar o resultado dos primeiros contatos entre ele e as autoridades americanas.

O brasileiro, então, faz um resumo do que foi tratado: