Polícia Operação do Draco
Sargento da PM é suspeito de fazer segurança de líder de facção criminosa
O policial foi preso em flagrante durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua casa, no decorrer da Operação 104, que tinha como alvo o líder do grupo criminosos e alguns membros.
10/04/2024 12h38
Por: Redação RI Fonte: G1 Piauí
Sargento da Polícia Militar do Piauí é preso suspeito de atuar na segurança de facção criminosa em Pedro II — Foto: Reprodução

Um sargento da Polícia Militar do Piauí (PMPI), de 56 anos, é suspeito atuar na segurança de uma facção criminosa que atuava em Pedro II, 205 km ao Norte de Teresina, segundo o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), da Polícia Civil do Piauí (PCPI).

O comandante do Comando de Policiamento do Litoral Meio Norte (CPLMN), coronel Erisvaldo Viana, afirmou que as investigações seguem com a PCPI e que a PMPI se pronunciará somente após a conclusão do inquérito. A defesa do sargento não foi localizada.

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O policial militar Francisco Ferreira de Sousa Filho, mais conhecido como Sargento Sousa, foi preso em flagrante, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua casa, no decorrer da Operação 104, deflagrada no último sábado (6). Sete pessoas foram presas na ocasião.

"Ele é suspeito de fazer a segurança direta do líder da facção criminosa no município. Os dois foram presos. Além desses dois presos, mais cinco membros da célula também foram capturados", informou o delegado Charles Pessoa, coordenador do DRACO.

Na ocasião, o flagrante aconteceu porque foi encontrada uma motocicleta com sinais de adulteração em posse do sargento. O coronel Erisvaldo Viana informou que um processo administrativo foi instaurado por desvio de conduta devido à posse do veículo adulterado.

Na segunda-feira (8), a prisão dele foi convertida em preventiva após audiência de custódia. Durante a audiência, a defesa do policial informou que a motocicleta apreendida foi disponibilizada para que o PM usasse em 2006 após um processo judicial, tornando o suspeito fiel depositário do veículo.

O Ministério Público do Piauí (MPPI) pontuou que Francisco Ferreira é investigado tanto pelo serviço de segurança para o grupo criminoso, como também pelo repasse de informações sobre as instituições de Segurança Pública, justificando que ele seja mantido preso.

Segundo Charles Pessoa, a operação contou com o auxilio da diretoria de inteligência da PM, que forneceu todas informações necessárias para a ação.