Geral Estado grave
Estudante baleado no Colégio CPI está com projétil alojado na coluna cervical
Equipe médica aguarda realização de uma angiotomografia, a fim de avaliar a extensão do dano.
05/12/2024 09h00 Atualizada há 2 anos
Por: Redação RI Fonte: Com informações do GP1
@ Marcelo Cardoso

O estudante de 16 anos, vítima de disparo de arma de fogo na manhã de quarta-feira (4), encontra-se em estado grave no Hospital de Urgência de Teresina. Exames de imagem indicaram que o projétil alojou-se em sua coluna cervical. A equipe médica aguarda os resultados de uma angiotomografia para definir a conduta cirúrgica e minimizar os riscos associados à lesão medular.

Até o momento, o J. L. C. não apresentou febre e segue sob efeito de sedativos.

Continua após a publicidade

Entenda o caso

O adolescente J. L. C., de 16 anos, sofreu uma tentativa de homicídio na manhã dessa quarta-feira (04) dentro do Colégio CPI. A acusada trata-se da ex-namorada, L. M. G., de 17 anos, que não aceitou o fim do relacionamento e levou a arma do pai para escola e efetuou um tiro no rosto do estudante.

De acordo com a Polícia Civil, a acusada entrou na escola com uma pistola 9mm de seu pai, que é sargento da Polícia Militar do Piauí, e uma faca dentro da mochila. Por volta de 7h40, os dois alunos iniciaram uma conversa no refeitório do colégio e, nesse momento, a estudante efetuou um único disparo no rosto de J. L. C. que caiu no chão.

Logo depois, a adolescente deixou a arma para trás e saiu da escola, como explicou o delegado Tales Gomes. “Ela saiu do colégio, entrou em uma farmácia de manipulação, chegou para um dos funcionários e disse: ‘acabei de matar um amigo meu do colégio, chame a polícia’. O rapaz disse que ela tinha que informar alguém da escola e chamar o Samu, e ela falou: ‘eu matei ele e ele merecia morrer’, e saiu da farmácia”, detalhou o delegado.

A adolescente foi contida por funcionários da escola nas proximidades do 25º Batalhão de Caçadores e foi encaminhada a Central de Flagrantes e posteriormente a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde está apreendida.