Geral 90 dias
Policial Civil do Piauí é suspenso após disparos contra equipe em operação
A decisão, publicada no Diário Oficial desta terça-feira (10), encerra um processo administrativo disciplinar que apontou condutas graves e incompatíveis com a função policial.
10/12/2024 18h07 Atualizada há 2 anos
Por: Redação RI Fonte: G1 Piauí
Polícia Civil no Piauí (IMAGEM ILUSTRATIVA) — Foto: Divulgação /PC-PI

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) suspendeu por 90 dias o agente de polícia Juarez de Sousa Pereira, acusado de atirar contra equipe durante uma operação policial em abril de 2022, no bairro Matadouro, em Teresina.

A decisão da suspensão, publicada no Diário Oficial desta terça-feira (10), encerra um processo administrativo disciplinar que apontou condutas graves e incompatíveis com a função policial.

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O caso aconteceu em abril de 2022 durante o cumprimento de um mandado de busca contra Carlos Alberto Amorim Parente de Sousa, neto de Juarez Pereira. Segundo os relatos do processo administrativo, o agente teria tentado impedir a execução da ação policial e realizado disparos contra a equipe.

Em depoimento, o delegado Walter Pereira da Cunha, que participou da operação, descreveu o momento dos disparos.

"Ele apontou a arma de fogo em direção a equipe de policiais civis. Houve disparo de arma de fogo contra a equipe, posicionando a arma pela janela em direção aos policiais. Que só parou a injusta agressão após disparo de contenção efetuado pela equipe da Polícia Civil. Que inclusive posicionou uma outra arma de fogo em direção aos policiais, tipo pistola, dificultando sobremaneira a entrega deste armamento", consta no depoimento.

O Processo Administrativo Disciplinar concluiu que Juarez violou quatro artigos do Estatuto da Polícia Civil do Piauí (Lei Complementar nº 37/2004), incluindo:

O processo recomendava inicialmente a aplicação de demissão, mas, por decisão administrativa, foi imposta a pena de suspensão por 90 dias. O parecer da Procuradoria Geral do Estado destacou, no entanto, que a conduta descrita enquadrava-se nas hipóteses de demissão compulsória, conforme previsto em legislações federais e estaduais.