Educação Por maior reajuste
Professores da rede municipal de Teresina iniciam greve na próxima segunda-feira (17)
A categoria critica o reajuste de 6,5% concedido pela Prefeitura de Teresina. No entendimento do Sindserm, o reajuste deveria ser de 22%, percentual que a categoria estava negociando junto à gestão municipal.
13/02/2025 18h07 Atualizada há 2 anos
Por: Redação RI Fonte: Cidade Verde
Foto: Adriana Magalhães

Os professores da rede pública municipal de Teresina decidiram iniciar greve por tempo indeterminado na próxima segunda-feira (17). A decisão foi tomada durante assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (13), no Teatro de Arena, no Centro de Teresina. A categoria critica o reajuste de 6,5% concedido pela Prefeitura de Teresina. No entendimento do Sindserm, o reajuste deveria ser de 22%, percentual que a categoria estava negociando junto à gestão municipal.

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec) não se pronunciou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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O anúncio do reajuste de 6,5% foi feito pelo prefeito Silvio Mendes, na última quarta-feira (12). O percentual foi concedido aos servidores ativos e inativos da pasta. No dia 31 de janeiro, uma portaria do Governo Federal estabeleceu o novo piso salarial nacional do magistério público da educação básica, com reajuste de 6,27%. O valor mínimo definido pelo Ministério da Educação (MEC) para 2025 é de R$ 4.867,77, válido para professores da rede pública com jornada de 40 horas semanais. Mas cada estado e município precisa oficializar o valor por meio de norma própria.

Segundo o Sindserm, os professores começaram a negociação salarial junto a Secretaria Municipal de Educação (Semec) ainda em 2024, quando o nome do novo secretário foi anunciado.

"Nos reunimos com o secretário ainda no ano passado, após o anúncio do seu nome para o cargo. O próprio Ismael reconhece a necessidade desse reajuste de 22%, mas fomos surpreendidos pelo prefeito com um reajuste muito abaixo do esperado", disse Sinésio Soares, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Semec).

A categoria alega que o piso nacional da educação não está sendo pago pelo município de Teresina e, ainda, que a categoria acumula perdas nos anos de 2022, 2023 e 2024.

Quando anunciou o reajuste dos professores, o prefeito Silvio Mendes, frisou que Teresina estava concedendo um reajuste de 6,5%, maior que os 6,27% determinados pela lei.

“Uma boa notícia para os professores, pedagogos, crianças, familiares e para todos nós que valorizamos a educação. A Prefeitura de Teresina, por meio do secretário de Educação, Ismael Silva, decidiu conceder um reajuste um pouco maior do que o previsto pela lei. A lei estabelece 6,27%, mas a Prefeitura vai aplicar um reajuste de 6,50%, de forma linear, para todos os professores da ativa, pedagogos e também para os aposentados”, afirmou o prefeito na ocasião.