O prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil), anunciou nesta sexta-feira (22) um plano de contingência para enfrentar a crise na coleta de lixo que atinge a capital. Em alguns bairros, as ruas amanheceram com pilhas de resíduos acumulados nas calçadas (veja as fotos acima).
O novo modelo, autorizado pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) após uma batalha judicial com 19 ações, fragmentará o serviço que hoje está nas mãos de uma única empresa. A solução passa por contratar seis empresas diferentes.
Em entrevista, ele afirmou que “acabamos o primeiro capítulo desse tormento que parecia não ter fim”.
“Vamos passar de uma empresa só para seis empresas. Nós não vamos ficar mais na mão de uma empresa só para não correr o risco dessa manipulação que fomos submetidos”, explicou Mendes.
O que vai mudar?
O prefeito detalhou as mudanças, que devem ser percebidas pela população em até dois meses, que incluem: frota ampliada, serviço por regiões, novos aterros sanitários e menor custo para os cofres públicos.
“Nós vamos passar de 70 caminhões coletores para 120 caminhões coletores. Uma empresa vai cuidar das regiões Sul e Sudeste, outra empresa cuidar do Centro, da região Norte e da região Leste”, comentou Silvio.
Para evitar tragédias, como a de uma criança atropelada por um trator em um aterro, o prefeito afirmou que a cidade terá mais aterros, para descentralizar o serviço.
“Vai ter um aterro sanitário na zona Sul e outro na zona Leste, além de um aterro para material inerte. Nós vamos baixar o preço da limpeza pública em Teresina, passando de uma empresa para um edital muito bem feito, zeloso com o dinheiro público”, disse.
Serviço especializado
Além da coleta tradicional, outros serviços críticos ganharão empresas dedicadas: uma para varrição e poda; para limpeza de bueiros (apeiros sanitários); e uma para cuidar do chorume, líquido tóxico que se origina do lixo e que precisa de manejo para não contaminar o meio ambiente.
Possível fim da crise
O prefeito estabeleceu prazo de dois meses para que o problema seja completamente resolvido. Enquanto isso, uma licitação emergencial, já autorizada, deve garantir que o serviço não pare completamente. Silvio Mendes ainda teceu críticas à empresa que atualmente responde pela limpeza pública.
“Essa empresa até nas relações ela prejudica a cidade. Eles não repassaram verba para combustível, paralisando caminhões, e há denúncias de que pagavam em torno de mil garis que não trabalhavam”, comentou.
Com ruas ainda sujas e lixo acumulado, o prefeito reconheceu o tormento da população e fez um apelo. “Tem que esperar mais um pouco, eu peço a paciência da população. Infelizmente, estamos vivendo esse tormento, mas a solução está bem próxima, está a caminho”, finalizou.