Polícia Investigações
Carbono Oculto: empresários são alvos de mandados da Polícia Civil no PI e SP
As diligências fazem parte da segunda fase da investigação, que apura um amplo esquema de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis, com indícios de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
06/11/2025 06h26
Por: Redação RI Fonte: Cidade Verde
Foto: SSP-PI

A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil, cumpriu, entre a noite de quarta-feira (5) e a madrugada desta quinta-feira (6), mandados de busca e apreensão contra os empresários Haran Santiago e Danillo Coelho, alvos da Operação Carbono Oculto 86, deflagrada nesta semana.

De acordo com a SSP-PI, Haran Santiago foi abordado por policiais civis no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando retornava a Teresina. Durante a ação, foram apreendidos um computador, um celular e uma quantia em dinheiro.

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Já Danillo Coelho foi localizado no Aeroporto de Teresina, onde também foram apreendidos um notebook, um celular e valores em espécie.

As diligências fazem parte da segunda fase da investigação, que apura um amplo esquema de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis, com indícios de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o inquérito, a investigação identificou um braço financeiro do PCC infiltrado no setor de combustíveis, com movimentações que ultrapassam R$ 52 bilhões em todo o país, sendo R$ 300 milhões em empresas sediadas no Piauí.

O grupo criminoso utilizava empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para disfarçar a origem ilícita dos recursos. Mais de 70 CNPJs e 504 notas fiscais eletrônicas foram emitidos por distribuidoras ligadas à facção.

As companhias simulavam transações de compra e venda de combustíveis usando transportadoras fantasmas e contratos falsos, mascarando a circulação real dos produtos.

Ao todo, 49 postos de combustíveis foram interditados nos estados do Piauí, Maranhão e Tocantins.

A Polícia Civil do Piauí informou que as investigações seguem em andamento e reafirmou o compromisso da instituição com o combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à proteção do patrimônio público