A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) chegou à sede do Fórum Eleitoral de Teresina, na manhã desta segunda-feira (24), para o primeiro dia da audiência de instrução e julgamento do processo em que ela responde por corrupção eleitoral e organização criminosa.
Na chegada, Tatiana não quis falar com a imprensa. O advogado dela, Francisco Medeiros, comentou apenas que "acredita no Poder Judiciário e a verdade prevalecerá".
O namorado da vereadora, Alandilson Cardoso, chegou antes dela ao Fórum. Ele é acusado de integrar a facção criminosa que financiou a campanha de Tatiana para a Câmara de Teresina, segundo o Ministério Público.
A juíza Junia Maria Feitosa Fialho, da 1ª Zona Eleitoral, afirmou que o colegiado de juízes ouvirão 12 testemunhas nesta segunda. A audiência não tem horário para terminar.
"Essa é a fase inicial do processo, em que vamos apurar as provas e ouvir as testemunhas trazidas pelo Ministério Público, [garantindo] o contraditório e a ampla defesa dos denunciados", disse a juíza.
De acordo com Junia, as primeiras testemunhas a serem ouvidas serão as apresentadas pela acusação. Em seguida, as da defesa e, por último, os réus.
Trinta policiais militares de batalhões especializados, como Rone e Bope, reforçam a segurança do Fórum durante os dias da audiência. Equipes da Polícia Penal também estão no local.
O coronel Audivam Nunes, comandante do Rone, informou que os trechos do trânsito em frente e por trás do Fórum estão bloqueados enquanto a audiência continuar.
A PM também é responsável pelo transporte e escolta de Alandilson Cardoso, que foi transferido de Minas Gerais para um presídio do Piauí em outubro. "Há um esquema de segurança para isso e já começamos a cumprir a partir da manhã de hoje", disse o coronel Audivam.
Audiência está prevista para durar até sexta-feira (28)
A audiência de instrução e julgamento da vereadora e outros oito réus está prevista para durar até sexta-feira (28). Os depoimentos serão feitos na sede do Fórum Eleitoral de Teresina, na Zona Sul da capital, e contarão com reforço na segurança.
Tatiana foi presa em abril durante a Operação Escudo Eleitoral, da Polícia Federal. A PF alegou que a campanha que elegeu a vereadora para a Câmara de Teresina, em outubro de 2024, foi financiada com “recursos ilícitos de uma facção criminosa”.
Inicialmente, a audiência deveria ter ocorrido entre 13 e 17 de outubro, mas foi cancelada pela Justiça Eleitoral depois que o Tribunal de Justiça do Piauí anulou um relatório financeiro, obtido sem autorização judicial, que serviu de base para a acusação dos réus.