O cenário político para as eleições de 2026 começa a se desenhar com definições cruciais no primeiro escalão do governo. O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, foi confirmado como peça-chave na coordenação nacional da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diferente de outros nomes que devem deixar a Esplanada para disputar cargos eletivos, o ex-governador do Piauí optou por não se desincompatibilizar, e vai focar integralmente na manutenção do projeto petista no Planalto.
A permanência de Dias no ministério é vista como um movimento estratégico por três motivos principais:
Continuidade de programas sociais: Como gestor do Bolsa Família e do Plano Brasil Sem Fome, sua presença garante que a principal vitrine do governo permaneça sob comando de um aliado de extrema confiança.
Articulação regional: Conhecido como um "trator" político e exímio articulador, Dias terá a missão de blindar e ampliar a vantagem de Lula no Nordeste, região onde detém grande influência e que é historicamente o porto seguro do PT.
Férias estratégicas: Para evitar questionamentos éticos ou uso da máquina pública, o ministro planeja utilizar seus períodos de férias regulamentares durante o auge do processo eleitoral. Esse tempo será dedicado integralmente às agendas de rua e às negociações de palanques regionais.