Polícia Liberdade provisória
Policial Militar suspeito de agredir jornalista é solto e tem porte de arma suspenso no Piauí
As agressões foram registradas no dia 26 de abril, no bairro Santa Lia, zona Leste de Teresina. A vítima utilizou um grupo do WhatsApp para pedir socorro.
30/04/2026 16h34
Por: Redação RI Fonte: Cidade Verde
@ Renato Andrade

O soldado da PM, Gabriel Silva, suspeito de agredir a ex-namorada, uma jornalista, foi posto em liberdade após audiência de custódia. Ele teve o porte de arma suspenso pela PM.

As agressões foram registradas no dia 26 de abril, no bairro Santa Lia, zona Leste de Teresina. A vítima utilizou um grupo do WhatsApp para pedir socorro.

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Segundo o coronel Newmarcos, corregedor da PM, foi aberta uma sindicância para apurar se Gabriel Silva teria infringido o regulamento da corporação.

“Na esfera administrativa, estamos apurando se houve lesão ao regulamento da PM. Esse é um processo demorado, e todas as próximas medidas vão depender dessa apuração. Além disso, ele teve o porte de arma suspenso e está afastado de suas funções de rua, exercendo apenas atividades internas”, informou.

Na esfera civil, que trata da denúncia de agressão feita pela jornalista, o corregedor informou que, por se tratar de uma situação sensível, o processo está em segredo de Justiça. “Na vara comum, não temos acesso ao processo, que corre em segredo de Justiça”, pontuou.

Presença de PM em aulas na UFPI gera reação de alunos

Após ser posto em liberdade, o policial, que também é estudante de Direito, teria voltado a frequentar as aulas do curso na Universidade Federal do Piauí (UFPI). A situação gerou incômodo e insegurança entre alunos da instituição, que cobraram medidas de segurança à UFPI.

Relatos da vítima

Os dois moravam juntos há cerca de seis meses no apartamento onde a ocorrência foi registrada. A jornalista informou que foi mantida em cárcere privado após sofrer ameaças e violência ao longo do dia.

Ao Cidadeverde.com, a vítima contou que estava em processo de separação e que, nos últimos dias, os dois faziam a partilha dos bens. No domingo (26), ela acordou, tomou café e, ao retornar para a cama, o suspeito começou a enforcá-la e a dizer que seria a última vez que ela veria tudo aquilo.

Ela contou ainda que lembrou que o militar possuía uma arma, o que agravou o temor por sua vida. Ela chegou a pegar o armamento, mas o PM o tomou.

Ela registrou um boletim de ocorrência após ser resgatada, passou por exame de corpo de delito e foi encaminhada para a Casa da Mulher Brasileira. A vítima pediu medida protetiva contra o PM. O documento aponta que os crimes denunciados foram lesão corporal, ameaça, sequestro e cárcere privado, tentativa de estupro e injúria.