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Federação de Atletas defende reduzir a 48h prazo entre partidas

Presidente da Fenapaf, que assinou acordo em 2017 por período de 66h entre jogos, conta que levou ideia a presidente Caboclo e a Ferj: “Os atletas são sensíveis ao que está se passando”

10/04/2020 às 09h52
Por: Redação RI Fonte: Globo Esporte
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Acordo de 2017, ainda na gestão Del Nero (na ponta da mesa), foi homologado no Tribunal do Trabalho em São Paulo. Ao lado de Del Nero, Felipe Augusto Leite, presidente da Fenapaf — Foto: Lucas Figueiredo / CBF
Acordo de 2017, ainda na gestão Del Nero (na ponta da mesa), foi homologado no Tribunal do Trabalho em São Paulo. Ao lado de Del Nero, Felipe Augusto Leite, presidente da Fenapaf — Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Em meio a discussões de clubes e federações sobre encaixes do calendário 2020, a Federação Nacional dos Atletas de Futebol encaminhou sugestão à CBF para adequar o acúmulo de compromissos do ano em cenário de possível falta de datas na temporada com a pandemia do coronavírus. Pela manutenção de acordos e dos empregos do futebol brasileiro, Felipe Augusto Leite disse que a Fenapaf defenderia a redução do intervalo entre os jogos de 66h para 48h.

A flexibilização desse intervalo entre as partidas se daria em comum acordo entre federações, a CBF e a Fenapaf, que foi quem homologou esta regra junto à entidade nacional do futebol em 2017. Desde então consta no Regulamento Geral de competições da CBF a vedação para clubes e atletas atuarem sem intervalo mínimo de 66h. Em alguns estados, como no Rio, a Ferj prevê intervalo mínimo de 60h.

- Falei com o presidente Caboclo no início da paralisação. Também com o Rubinho (presidente da Ferj) – comentou o presidente da Fenapaf, contando que os dirigentes foram receptivos à ideia. – Rubinho achou espetacular. Ouviram (Caboclo e Rubinho) com agradecimento. Estão vendo que todos querem solucionar uma coisa tão grave. Nosso entendimento é de colaborar, encontrar saídas. Os atletas são sensíveis ao que está se passando – completou Felipe Augusto Leite.

Ele disse que qualquer denúncia sobre infração de regulamentos – do intervalo mínimo entre partidas, previsto anteriormente para 66h - só sairia da Fenapaf.

- A sugestão é num momento de excepcionalidade extrema. Precisamos manter postos de trabalho. Não vou ser eu que vou fazer isso (denunciar a infração do regulamento de 66h). Estamos em caráter excepcionalíssimo. Não vamos botar clubes de dois em dois dias para jogar várias vezes. Um joga uma vez, outro joga e vai acomodando para não sobrecarregar ninguém – comentou o dirigente da federação de atletas.

Para retorno dia 1º de junho, restariam 202 dias até 20 de dezembro. Para cumprir calendário com 61 datas seria preciso realizar um jogo a cada três dias. Sem contar que há possíveis paralisações em data Fifa - embora o calendário de seleções deva ser o mais prejudicado pela pandemia.

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