
Rescisão acertada, mas não paga pelo Vasco. Pouco mais de dois anos depois de se transferir ao São Paulo, o meia-atacante Nenê, atualmente no Fluminense, decidiu processar judicialmente o clube de São Januário. Cobra uma dívida de R$ 2,8 milhões.
A ação foi distribuída para a 26ª Vara do Trabalho do Rio e apresentou uma relação tumultuada entre as partes. De acordo com o texto assinado pelas advogadas Joana Costa Prado de Oliveira e Marllus Lito Freire, a direção vascaína não assinou a rescisão contratual, perdeu a carteira de trabalho do então camisa 10 e "se mostrou recalcitrante no cumprimento de sua palavra" em duas tentativas de acordo - versão rebatida pelo clube.
O caso ainda não foi julgado pelo juiz Marcelo Segal. Após uma audiência sem conciliação, ocorrida antes das restrições provocadas pela pandemia do novo coronavírus, Nenê apresentou uma proposta para receber o que entende ter direito. O Vasco ainda não se manifestou.
O caso é mais um problema a ser administrado pelo Vasco em um momento de grave crise financeira. Por exemplo, alguns jogadores não receber nenhum salário em 2020. Os funcionários também sofrem com os atrasos.
A rescisão, a dívida e a carteira de trabalho
Na reclamatória, cuja entrada na Justiça ocorreu em 20 de janeiro de 2020, Nenê apresentou documentos para referendar a pedida. Alegou que a rescisão foi acertada em 29 de janeiro de 2018 - vínculo iria até o final daquele ano - e previa o pagamento de R$ 800 mil divididos em 30 vezes de R$ 26.666,67. O parcelamento começaria em 20 de fevereiro de 2018 e terminaria em 20 de julho de 2020, mas sequer teve uma única parcela depositada.

Nenê também sustentou que o presidente Alexandre Campello não assinou a rescisão contratual - a contratação e renovação foi feita ainda na gestão Eurico Miranda - e que o Vasco perdeu a carteira de trabalho dele. Por conta disso, teve de retirar uma segunda via do documento.
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