
A cidade de Teresina tem 19,54% das famílias, ou quase um quinto dos moradores, vivendo em comunidades carentes ou favelas, segundo o mapeamento de Aglomerados Subnormais 2019, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo a pesquisa, esses locais têm difícil acesso a serviços de saúde e a grande quantidade de pessoas vivendo aglomeradas pode facilitar a transmissão do novo coronavírus.
"Além de Teresina, apenas Picos e Parnaíba possuem Aglomerados Subnormais no Piauí, mas em proporções bastante inferiores. Picos possui 117 domicílios ocupados nessas áreas, o que representa 0,50% do total de residências do município; já em Parnaíba, há 187 lares habitados em Aglomerados Subnormais, o que equivale a 0,45% do total de domicílios da cidade", diz a pesquisa.
A pesquisa explica que as comunidades estão localizadas em áreas denominadas tecnicamente de "Aglomerados Subnormais", que são caracterizadas pela ocupação irregular, urbanização fora dos padrões, carência de serviços públicos essenciais e por apresentarem restrições à moradia. "Popularmente, são conhecidas como favelas, invasões, comunidades, loteamentos, vilas, etc", informa.
De acordo com a pesquisa, a cidade com maior taxa do país é Belém, no Pará, em que 54% dos domicílios estão em favelas ou comunidades carentes. A cidade com menor taxa do país é Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde a taxa é de pouco mais de 1%.
O IBGE destacou que a divulgação do foi antecipada para fornecer informações que ajudem no enfrentamento da pandemia de Covid-19. "Muitos desses locais possuem alta densidade de edificações, o que dificulta o isolamento social e pode facilitar a disseminação do coronavírus", destaca.
Mín. 23° Máx. 36°