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Hospital da Polícia Militar está sendo subutilizado e faltam equipamentos

Denúncia é da Comissão de Saúde da Alepi. HPM tem metade dos leitos de enfermaria e 4 leitos de UTI sem uso. Ocupação de UTI's no Piauí chega a 67% e em Teresina só há 81 disponíveis..

Por: Redação RI Fonte: Portal O Dia
09/07/2020 às 09h58
Hospital da Polícia Militar está sendo subutilizado e faltam equipamentos

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) continua fazendo as vistorias nas unidades de saúde que compõem a rede estadual de atendimento aos pacientes com covid-19 e nesta quarta-feira (08), visitou o Hospital da Polícia Militar, em Teresina, que faz parte da linha de frente no combate à pandemia. No entanto, a situação encontrada na unidade foi considerada insatisfatória e preocupante, segundo os membros da comissão.

Enquanto há hospitais no Piauí com sua capacidade de atendimento quase esgotada, o Hospital da Polícia Militar apresenta leitos e respiradores ociosos. É o que denuncia a deputada Lucy Soares. De acordo com ela, dos 10 leitos de UTI disponíveis no HPM, apenas seis estão funcionando e o restante encontra-se desocupado por falta de insumos básicos.

“Na ala das enfermarias, a situação não é diferente. Pelo menos 24 leitos, ou seja, metade, está funcionando. Mas a outra metade está lacrada por falta de canalização de oxigênio e ar comprimido. Sem um sistema de canalização de gases medicinais, a equipe médica te que utilizar cilindros de oxigênio na reabilitação dos pacientes”, explicou a parlamentar.

Esta não é a primeira vez que o Hospital da Polícia Militar é alvo de denúncias de subutilização e inadequação para o combate à pandemia de covid-19. Em maio, o Ministério Público do Piauí já havia cobrado da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) a abertura de leitos de UTI no HPM. Na ocasião, o órgão informou que o hospital possuía 10 leitos disponíveis para pacientes graves, mas que estes leitos estavam ociosos, porque faltava a instalação de um sistema de canalização de ar.

Uma vez resolvida esta questão, os leitos de UTI passaram a operar, mas, conforme a denúncia da Comissão de Saúde da Alepi, ainda há pelo menos quatro que ainda precisam ser devidamente aparelhados. “Não é razoável que não se tenha um incremento da rede estadual de saúde pública e que não seja utilizado em sua plenitude um hospital com 99 leitos clínicos e possibilidade de instalação em local próprio de UTI com 10 leitos”, foi o que pontuou o promotor Eny Pontes, das Promotorias Integras no Acompanhamento da Covid-19.


Ocupação da rede hospitalar no Piauí

Até a terça-feira (08), 67,91% dos leitos com respiradores disponíveis no Piauí estavam ocupados por doentes graves com covid-19. Dos 511 disponibilizados, 311 já estavam sendo usados e apenas 180 encontram-se livres para recebimento pacientes. Em todo o Estado, a taxa de ocupação de leitos clínicos é de 56,4% e a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 70,2%. Dos 439 leitos de unidade de terapia intensiva disponíveis na rede pública do Piauí, 308 já estão ocupados e apenas 131 estão livres para recebimentos de novos pacientes graves.

Em Teresina, a situação é mais delicada: é que a capital concentra os maiores índices da covid-19 no Piauí e, mesmo a taxa de transmissão tendo ficado abaixo de 1 e a curva de contaminação ter dado uma reduzida na última semana, a ocupação de leitos na cidade segue alta. Conforme aponta a situação dos hospitais monitorada pela Sesapi, a capital piauiense está com 60,5% de seus leitos clínicos ocupados e 73,8% dos seus leitos de UTI já em uso. Em números absolutos: dos 575 leitos clínicos existentes em Teresina, 348 já estão em uso e 227 livres. Já para os leitos de UTI, há 228 ocupados e apenas 81 leitos livres em Teresina.


O que diz a Sesapi

Procurada, para se manifestar sobre a subutilização do HPM denunciada pela Comissão da Alepi, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), por meio de sua assessoria, disse que iria buscar os responsáveis pela unidade e se pronunciar quando tivesse um posicionamento.

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