
O Atlético-MG tinha Keno na mira desde abril, e a possibilidade se confirmou em junho, quando o Galo comprou 100% dos direitos econômicos do atacante de 30 anos por 2,3 milhões de dólares (pouco menos de R$ 12 milhões). A apresentação oficial do jogador na Cidade do Galo aconteceu nessa sexta. A negociação culminou com a assinatura de contrato entre as partes até o fim de 2023, com possibilidade de renovação por mais um ano.
Alexandre Mattos foi, inegavelmente, um grande trunfo do Atlético na missão de repatriar Keno. O diretor de futebol foi o responsável por levar o atacante ao Palmeiras, em 2017, e também foi peça fundamental na negociação que selou a transferência de Keno ao Pyramids, do Egito, em 2018. A relação entre o executivo, o atleta e seu representante é excelente, o que foi um grande atalho.
O que também jogou a favor foi o projeto ambicioso do Galo, que tem investido pesado com o objetivo de brigar pelo título do Brasileirão em 2020 e por mais títulos grandes nas próximas temporadas. A junção de fatores foi preponderante para a decisão de Keno, que tinha outras três propostas em mãos: uma dos Emirados Árabes e duas do Brasil.
- Com certeza, a relação que temos com o Alexandre Mattos e o projeto oferecido pelo clube, liderado pelo Sampaoli, foram alguns dos fatos que pesaram bastante. É um clube gigante, um dos maiores do continente, que está montando um elenco com muita qualidade para buscar títulos. É isso o que o Keno buscava para retornar ao Brasil - disse Edson Neto, empresário de Keno.
"O Keno estava super adaptado lá (futebol do Egito e do no mundo árabe), era muito querido e não estava querendo voltar. No entanto, quando um clube do tamanho do Atlético oferece um projeto grandioso e demonstra uma enorme confiança no atleta, não tem como recusar" - Edson Neto.
Ligações decisivas
Alexandre Mattos, claro, conversou diretamente com Keno durante as negociações, que se arrastaram por mais de dois meses. Não foi o único. O presidente Sérgio Sette Câmara também falou com o jogador. Outro que tentou ligar foi Jorge Sampaoli, mas houve um desencontro, e os dois não conseguiram conversar. De qualquer forma, a tentativa de contato do "profe" tranquilizou o atacante.
- Somente o fato de ele (Sampaoli) ter tentado ligar para o Keno já deu uma segurança ao jogador de que ele estava vindo com a confiança do treinador e de que encontraria um trabalho sólido - disse o empresário Edson Neto.
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