
Xuxa Meneghel escreveu um desabafo em sua coluna na revista Vogue onde enumerou uma série de preconceitos que sofreu ao longo de sua carreira no mundo do entretenimento.
Aos 17 anos, quando começou a namorar o rei do futebol, Pelé, ela conta que foi quando descobriu a maldade real das pessoas.
“Fui chamada de puta, interesseira que queria aparecer às custas de um rico famoso, garota de programa de luxo e muitos outros nomes”, lembra a apresentadora.
No seu depoimento, Xuxa diz que o preconceito é algo que ela sofreu desde que se entende por gente. “Quando cheguei ao Rio, eu era chamada de interiorana. Depois, quando comecei a trabalhar, me chamavam de suburbana”, conta.
Já com 20 anos, quando comecei a trabalhar para crianças, ela lembra que foi taxada de “loira burra, despreparada”. “Disseram que eu tinha relações com as Paquitas, com minha diretora e que eu não poderia trabalhar com o público infantil”, recorda.
Os relacionamento de Xuxa sempre foram motivo de curiosidade de boa parte da imprensa e do público. Quando anunciou o namoro com Ayrton Senna, “diziam que era um relacionamento de fachada”, comentou ela.
Ao longo do relato, a apresentadora lembra ainda quando o então ministro da Saúde, José Serra (PSDB-SP) lhe classificou como um “mau exemplo”.
“Será que trabalhar muito, ter uma conta bancaria alta, ser uma mulher independente, resolver ter filho aos 35 anos, cuidar da saúde, não fumar, não beber, são maus exemplos?”, questionou ironicamente.
O relato da eterna rainha dos baixinhos foi motivado pelas críticas que a apresentadora tem recebido por escrever um livro infantil no qual a personagem tem duas mães.
Mín. 23° Máx. 36°