
O plano A era Miguel Ángel Ramírez. Nomes de Gabriel Heinze, Sebastian Beccacece, Ariel Holan e Quique Setien também foram relacionados. Entretanto, quem assume o Palmeiras é o português Abel Ferreira. Afinal, quais foram os motivos que convenceram Mauricio Galiotte e diretoria a investir no treinador que dirigia o PAOK, da Grécia?
Aos 41 anos e tratado como um dos destaques da nova safra de treinadores portugueses, Abel Ferreira é descrito como “completo” por pessoas ligadas à diretoria. Além do aspecto tático, analisado como moderno pelo Palmeiras (com a ideia de adaptar o time a cada adversário), que anunciou a contratação na noite desta sexta-feira, o olhar atento do profissional às categorias de base chamou a atenção.
Nas conversas, inclusive, o profissional português recebeu a indicação para observar o time sub-17 do Palmeiras. Em um dos diálogos para o acerto, brincaram que Abel "possui material para três temporadas".
Assim como Miguel Ángel Ramírez, do Independiente Del Valle, Abel Ferreira possui um trabalho sólido com as categorias de base, mas conta com uma vantagem na comparação ao antigo preferido para a função: trabalha há mais tempo entre os profissionais.
Enquanto Ramírez assumiu o clube equatoriano em 2019, o português virou treinador do Braga na primeira divisão em 2017. O espanhol, no entanto, possui no currículo a conquista da Copa Sul-Americana, enquanto Abel ainda busca o primeiro título como técnico entre os profissionais.
No processo de formação para ser treinador, Abel Ferreira trabalhou com a base no Sporting, um dos clubes portugueses com melhor desenvolvimento de jogadores. Na análise palmeirense, o treinador possui a transição de jovens atletas para o profissional como uma das maiores virtudes.