
Fernando Diniz foi oferecido ao Santos nos últimos dias, mas a diretoria sequer quis conversas sobre a possibilidade de o treinador assumir o lugar de Cuca, com contrato até o fim do Campeonato Brasileiro. O ex-São Paulo estava na lista de opções do presidente Andres Rueda, mas, segundo apurou o UOL Esporte, os problemas de relacionamento no Tricolor paulista foram decisivos para o descartar.
O Comitê de Gestão do Peixe ficou receoso com a postura do treinador depois do episódio de xingamentos direcionados a Tche Tche em derrota para o Red Bull Bragantino e a proteção de Daniel Alves, em baixa na época. Por ter um elenco muito jovem e um vestiário unido, não quiseram arriscar, por isso não abriram negociações.
Além de Diniz — que não foi procurado, mas esteve entre as opções —, Hernán Crespo, atualmente no São Paulo, Tiago Nunes, descartado, Lisca, com negociações encerradas, Sebastián Beccacece, hoje no Defensa y Justicia, e Miguel Ángel Ramírez foram alguns profissionais contatados pelo Santos. Ariel Holan é o principal alvo no momento.
Mas, mesmo com negociações em andamento, é cogitada a possibilidade de Marcelo Fernandes dirigir o time no início do Campeonato Paulista. A intenção é economizar e ganhar ainda mais tempo para contratar o treinador certo. O problema, porém, é que o auxiliar não é unanimidade entre o Comitê de Gestão.
Diniz deixou o Morumbi com salários de R$ 300 mil por mês. Com o restante de sua comissão técnica — os auxiliares Márcio Araújo e Eduardo Zuma e o preparador físico Wagner Bertelli —, o valor subia para cerca de R$ 500 mil mensais. O acordo era todo baseado na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Não havia, portanto, pagamento de direitos de imagem como PJ (Pessoa Jurídica).
Ao sair do São Paulo, o treinador chegou a receber procura de outros clubes. O Botafogo é um dos interessados em contar com o comandante no mercado da bola. A conversa com os cariocas, contudo, ainda é incipiente.
O estafe de Fernando Diniz alega não ter propostas oficiais pelo comandante e diz que não se movimentou no mercado a fim de levá-lo para uma nova equipe. No entanto, não descarta que outros agentes tenham agido e tentado levar o comandante para outro clube após a saída do Tricolor paulista.