Saúde Colapso

Leitos de UTI de hospitais públicos atingem 100% de lotação em Teresina

Segundo a Fundação Municipal de Saúde de Teresina, oito pacientes estão esperando uma vaga de UTI em um dos hospitais da capital. Esses pacientes estão em UTIs montadas em Unidades de Pronto Atendimento.

23/02/2021 14h40
Por: Redação Fonte: G1 Piauí
Hospital Getúlio Vargas (HGV) em Teresina, deve receber novos leitos de UTI ainda nesta terça-feira (23) — Foto: Gilcilene Araújo/G1
Hospital Getúlio Vargas (HGV) em Teresina, deve receber novos leitos de UTI ainda nesta terça-feira (23) — Foto: Gilcilene Araújo/G1

Os leitos de UTI dos hospitais públicos de Teresina atingiram 100% de sua ocupação nesta terça-feira (23), segundo a Fundação Municipal de Saúde. De acordo com o secretário de saúde, Gilberto Albuquerque, novos leitos estão sendo instalados nos hospitais Getúlio Vargas e do bairro Satélite.

Ainda segundo o secretário, oito leitos de UTI que foram montados em Unidades de Pronto Atendimento estão ocupados com pacientes que esperam uma vaga nas UTIs de hospitais.

“Temos essas UPAs equipadas com kit de UTI, e isso que está mantendo oito ou nove pacientes que estão na fila esperando uma vaga de UTI propriamente dita. Apesar da estrutura das UPAs ser sensacional, há hospitais que trabalham exclusivamente covid, é uma dinâmica diferente”, comentou o secretário.

Ainda segundo Gilberto Albuquerque, nesta terça-feira (23) devem ser abertos cinco leitos de UTI no Hospital Getúlio Vargas e outros cinco no Hospital do bairro Satélite.

 

Risco de falta de medicamentos e equipamentos

Fundação Municipal de Saúde de Teresina — Foto: Divulgação

 

O secretário de saúde de Teresina comentou que há uma dificuldade em encontrar no mercado os medicamentos e equipamentos usados nos leitos de UTI. Segundo o secretário, as indústrias têm tido dificuldade de atender a demanda dos hospitais que combatem a Covid-19.

“De janeiro para cá, abrimos 70 leitos de UTI. Se vc bota esses leitos a mais gera um consumo de medicamentos muito grande. A indústria não está produzindo a quantidade de medicamento e outros insumos”, comentou.

De acordo com o secretário, o produto mais difícil de ser encontrado no momento são as luvas usadas pelos profissionais de saúde. “Eles já aumentaram o preço assustadoramente, e não tem mais no mercado”, disse.

 

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