
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), emissário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso, havia recebido a dura missão de barrar a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, foi derrotado. A Comissão Parlamentar foi instalada nessa terça-feira (13) e vai investigar possíveis omissões e até crimes praticados pelo governo federal na gestão da pandemia do coronavírus.
Os senadores piauiense Ciro Nogueira e Elmano Férrer votaram contra a investigação de Bolsonaro e a favor da investigação de governadores e prefeitos. Esse e outros episódios recentes, revela que o Presidente da República tem pavor em ter seus atos apurados. Após determinação da instalação da CPI da Covid pelo ministro Barroso, do Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro se irritou e desferiu os mais baixos ataques ao membro da Corte.
Com o objetivo de adiar ou tornar inviável a instalação da CPI através de um decisão que lhe fosse favorável, Bolsonaro atuou nos bastidores dissuadindo senadores para que dessem andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo. Além disso, o presidente acionou os seus interlocutores no Congresso para que requeressem a inclusão de governadores e prefeitos na mesma apuração, esta missão ficou na incumbência de Ciro Nogueira.
As prática do governo e seus aliados são sempre as mesmas, defendem a investigação de outros, mas repudiam apuração de suas próprias condutas.
A CPI da Covid deve fazer uma devassa na atuação/omissão do governo de Jair Bolsonaro, podendo revelar a prática de crimes de responsabilidade, o que pode levar a um processo de impeachment.
Diante desse cenário político catastrófico, Bolsonaro tem "atirado" para todos os lados, numa tentativa desesperadas em manter os atos de seu governo ocultos e consequentemente a sua impunidade.
Veja como cada senador se posicionou na votação para instalação da CPI:
Foram 45 senadores a favor do requerimento que pede a investigação de estados e municípios. São eles:
Alessandro Vieira (Cidadania-SE)
Alvaro Dias (Podemos-PR)
Carlos Fávaro (PSD-MT)
Carlos Portinho (PL-RJ)
Carlos Viana (PSD-MG)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Chico Rodrigues (DEM-RR)
Dário Berger (MDB-SC)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eduardo Girão (Podemos-CE)
Eduardo Gomes (MDB-TO)
Elmano Férrer (PP-PI)
Esperidião Amin (PP-SC)
Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)
Flávio Arns (Podemos-PR)
Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)
Giordano (PSL-SP)
Irajá (PSD-TO)
Izalci Lucas (PSDB-DF)
Jayme Campos (DEM-MT)
Jorge Kajuru (Cidadania-GO)
Jorginho Mello (PL-SC)
Lasier Martins (Podemos-RS)
Lucas Barreto (PSD-AP)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Luiz do Carmo (MDB-GO)
Mailza Gomes (PP-AC)
Marcio Bittar (MDB-AC)
Marcos do Val (Podemos-ES)
Marcos Rogério (DEM-RO)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Mecias de Jesus (Republicanos-RR)
Omar Aziz (PSD-AM)
Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)
Paulo Paim (PT-RS)
Plínio Valério (PSDB-AM)
Reguffe (Podemos-DF)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Rodrigo Cunha (PSDB-AL)
Rose de Freitas (MDB-ES)
Soraya Thronicke (PSL-MS)
Styvenson Valentim (Podemos-RN)
Telmário Mota (PROS-RR)
Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
Zequinha Marinho (PSC-PA)
34 senadores concordam com o requerimento focado na investigação de atos do governo federal. São eles:
Acir Gurgacz (PDT-RO)
Alessandro Vieira (Cidadania-SE)
Alvaro Dias (Podemos-PR)
Chico Rodrigues (DEM-RR)
Cid Gomes (PDT-CE)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eliziane Gama (Cidadania-MA)
Fabiano Contarato (Rede-ES)
Flávio Arns (Podemos-PR)
Humberto Costa (PT-PE)
Jarbas Vasconcelos (MDB-PE)
Jean Paul Prates (PT-RN)
Jorge Kajuru (Cidadania-GO)
José Serra (PSDB-SP)
Lasier Martins (Podemos-RS)
Leila Barros (PSB-DF)
Mara Gabrilli (PSDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Paim (PT-RS)
Paulo Rocha (PT-PA)
Plínio Valério (PSDB-AM)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Reguffe (Podemos-DF)
Renan Calheiros (MDB-AL)
Rodrigo Cunha (PSDB-AL)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Rose de Freitas (MDB-ES)
Simone Tebet (MDB-MS)
Styvenson Valentim (Podemos-RN)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Weverton (PDT-MA)
Zenaide Maia (PROS-RN)
15 nomes aparecem nas duas listas, pois são senadores que se manifestaram a favor de ambas as propostas. São eles:
Alessandro Vieira (Cidadania-SE)
Alvaro Dias (Podemos-PR)
Chico Rodrigues (DEM-RR)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Flávio Arns (Podemos-PR)
Jorge Kajuru (Cidadania-GO)
Lasier Martins (Podemos-RS)
Omar Aziz (PSD-AM)
Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)
Paulo Paim (PT-RS)
Plínio Valério (PSDB-AM)
Reguffe (Podemos-DF)
Rodrigo Cunha (PSDB-AL)
Rose de Freitas (MDB-ES)
Styvenson Valentim (Podemos-RN)
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