Política CPI da Covid

Ciro Nogueira tenta livrar Bolsonaro de CPI mas é derrotado

A Comissão Parlamentar foi instalada nessa terça-feira (13) e vai investigar possíveis omissões e até crimes praticados pelo governo federal na gestão da pandemia do coronavírus.

14/04/2021 08h16 Atualizada há 4 semanas
Por: Francisco Lopes
Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira
Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), emissário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso, havia recebido a dura missão de barrar a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, foi derrotado. A Comissão Parlamentar foi instalada nessa terça-feira (13) e vai investigar possíveis omissões e até crimes praticados pelo governo federal na gestão da pandemia do coronavírus. 

Os senadores piauiense Ciro Nogueira e Elmano Férrer votaram contra a investigação de Bolsonaro e a favor da investigação de governadores e prefeitos. Esse e outros episódios recentes, revela que o Presidente da República tem pavor em ter seus atos apurados. Após determinação da instalação da CPI da Covid pelo ministro Barroso, do Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro se irritou e desferiu os mais baixos ataques ao membro da Corte.

Com o objetivo de adiar ou tornar inviável a instalação da CPI através de um decisão que lhe fosse favorável, Bolsonaro atuou nos bastidores dissuadindo senadores para que dessem andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo. Além disso, o presidente acionou os seus interlocutores no Congresso para que requeressem a inclusão de governadores e prefeitos na mesma apuração, esta missão ficou na incumbência de Ciro Nogueira. 

As prática do governo e seus aliados são sempre as mesmas, defendem a investigação de outros, mas repudiam apuração de suas próprias condutas. 

A CPI da Covid deve fazer uma devassa na atuação/omissão do governo de Jair Bolsonaro, podendo revelar a prática de crimes de responsabilidade, o que pode levar a um processo de impeachment. 

Diante desse cenário político catastrófico, Bolsonaro tem "atirado" para todos os lados, numa tentativa desesperadas em manter os atos de seu governo ocultos e consequentemente a sua impunidade.

 

Veja como cada senador se posicionou na votação para instalação da CPI:

 

Foram 45 senadores a favor do requerimento que pede a investigação de estados e municípios. São eles:

 

Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

Alvaro Dias (Podemos-PR)

Carlos Fávaro (PSD-MT)

Carlos Portinho (PL-RJ)

Carlos Viana (PSD-MG)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Chico Rodrigues (DEM-RR)

Dário Berger (MDB-SC)

Eduardo Braga (MDB-AM)

Eduardo Girão (Podemos-CE)

Eduardo Gomes (MDB-TO)

Elmano Férrer (PP-PI)

Esperidião Amin (PP-SC)

Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)

Flávio Arns (Podemos-PR)

Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)

Giordano (PSL-SP)

Irajá (PSD-TO)

Izalci Lucas (PSDB-DF)

Jayme Campos (DEM-MT)

Jorge Kajuru (Cidadania-GO)

Jorginho Mello (PL-SC)

Lasier Martins (Podemos-RS)

Lucas Barreto (PSD-AP)

Luis Carlos Heinze (PP-RS)

Luiz do Carmo (MDB-GO)

Mailza Gomes (PP-AC)

Marcio Bittar (MDB-AC)

Marcos do Val (Podemos-ES)

Marcos Rogério (DEM-RO)

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

Mecias de Jesus (Republicanos-RR)

Omar Aziz (PSD-AM)

Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)

Paulo Paim (PT-RS)

Plínio Valério (PSDB-AM)

Reguffe (Podemos-DF)

Roberto Rocha (PSDB-MA)

Rodrigo Cunha (PSDB-AL)

Rose de Freitas (MDB-ES)

Soraya Thronicke (PSL-MS)

Styvenson Valentim (Podemos-RN)

Telmário Mota (PROS-RR)

Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

Zequinha Marinho (PSC-PA)

 

34 senadores concordam com o requerimento focado na investigação de atos do governo federal. São eles:

 

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

Alvaro Dias (Podemos-PR)

Chico Rodrigues (DEM-RR)

Cid Gomes (PDT-CE)

Eduardo Braga (MDB-AM)

Eliziane Gama (Cidadania-MA)

Fabiano Contarato (Rede-ES)

Flávio Arns (Podemos-PR)

Humberto Costa (PT-PE)

Jarbas Vasconcelos (MDB-PE)

Jean Paul Prates (PT-RN)

Jorge Kajuru (Cidadania-GO)

José Serra (PSDB-SP)

Lasier Martins (Podemos-RS)

Leila Barros (PSB-DF)

Mara Gabrilli (PSDB-SP)

Omar Aziz (PSD-AM)

Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)

Otto Alencar (PSD-BA)

Paulo Paim (PT-RS)

Paulo Rocha (PT-PA)

Plínio Valério (PSDB-AM)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Reguffe (Podemos-DF)

Renan Calheiros (MDB-AL)

Rodrigo Cunha (PSDB-AL)

Rogério Carvalho (PT-SE)

Rose de Freitas (MDB-ES)

Simone Tebet (MDB-MS)

Styvenson Valentim (Podemos-RN)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Weverton (PDT-MA)

Zenaide Maia (PROS-RN)

 

15 nomes aparecem nas duas listas, pois são senadores que se manifestaram a favor de ambas as propostas. São eles:

 

Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

Alvaro Dias (Podemos-PR)

Chico Rodrigues (DEM-RR)

Eduardo Braga (MDB-AM)

Flávio Arns (Podemos-PR)

Jorge Kajuru (Cidadania-GO)

Lasier Martins (Podemos-RS)

Omar Aziz (PSD-AM)

Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)

Paulo Paim (PT-RS)

Plínio Valério (PSDB-AM)

Reguffe (Podemos-DF)

Rodrigo Cunha (PSDB-AL)

Rose de Freitas (MDB-ES)

Styvenson Valentim (Podemos-RN)

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