
De acordo com informações veiculadas na tarde de hoje pela 'BBC', o Chelsea e o Manchester City estariam preparando a documentação necessária para solicitar a saída da Superliga. A repercussão negativa da iniciativa tomada pelos 12 clubes europeus seria um dos fatores principais para a tomada da decisão dos clubes ingleses.
A notícia foi publicada no momento em que torcedores do Chelsea faziam um protesto na porta do Estádio Stamford Bridge, horas antes do jogo contra o Brighton, pelo Campeonato Inglês.
Momentos depois, foi noticiado que o Manchester City tomaria a mesma decisão. Caso os dois clubes se retirem da competição, restarão ainda quatro ingleses na Superliga: Manchester United, Arsenal, Tottenham e Liverpool.
De acordo com a BBC, a decisão por parte do Chelsea foi tomada por Roman Abramovich, o proprietário do clube. Com medo de danos à reputação, o bilionário russo agiu em conjunto com a diretoria do time de Londres e se baseou na reação negativa sobre a Superliga.
Ao que tudo indica, Roman teve medo da integração ao torneio por conta da negação por parte dos torcedores e como isso poderia refletir no clube. A decisão já estava certa antes mesmo dos protestos em Stamford Bridge.
Segundo a BBC, não está claro quão fácil é ou quão vinculativos são os contratos. Mas, a condenação por parte das autoridades do futebol, ministros do governo no Reino Unido e na Europa, teriam sido fundamentais para tudo acontecesse.
O que é a Superliga?
O futebol europeu está em alta nos holofotes das mídias desde o último domingo. 12 dos mais tradicionais clubes da Europa anunciaram a criação da Superliga. O torneio surge com a intenção de substituir a Liga dos Campeões e travou uma guerra contra a Uefa e outras autoridades do esporte.
Administrada por Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madri, Milan, Juventus, Inter de Milão, Chelsea, Tottenham, Arsenal, Manchester United, Manchester City e Liverpool, a novidade pode alterar toda a estrutura vigente no futebol mundial.