
Depois de um hiato de oito anos, começa nesta quinta, às 19h, no Maracanã, mais um capítulo do sonho continental do Fluminense. Munido de confiança e de muita expectativa, o Tricolor estreia na Libertadores diante do River Plate, no Maracanã, em busca de um primeiro título sul-americano que já bateu na trave duas vezes (na própria competição, em 2008; e na Sul-Americana de 2009). As equipes estão no Grupo D, que ainda conta com os colombianos Santa Fe e Junior Barranquilla.
Não há dúvidas de que enfrentar um tetracampeão do torneio e finalista de duas das últimas três edições é uma pedreira logo de cara. Mas uma boa notícia mexe com o imaginário do torcedor: o Fluminense nunca foi derrotado em estreias pela Libertadores. Nas outras seis participações, conseguiu três vitórias e três empates em seus primeiros jogos.

Nas duas últimas estreias do tricolor, em 2012 e 2013, foram dois triunfos de 1 a 0, sobre o argentino Arsenal e o venezuelano Caracas, respectivamente. Além do placar, outro fator em comum nos dois jogos foi a presença do atacante Fred, que estará em campo hoje.
— Nosso sentimento é o de sempre: respeitar os adversários, e com o River não é diferente. Mas vamos agredi-los a todo instante. Futebol é um jogo emocional. A gente sabe que o favorito é o River. Não só no grupo, mas na competição. Mas sabemos da força do nosso coletivo e vamos dar a nossa vida — disse o centroavante, o maior artilheiro do Fluminense na Libertadores, com oito gols.
Fred é personagem de algumas das principais histórias tricolores na competição. Inclusive diante de argentinos. Ele já marcou sobre o Boca Junior maior rival do River, em plena Bombonera.
A vitória sobre o Boca Juniors, em 2012, é lembrada com orgulho até hoje pela torcida. Mas a página favorita de Fred na história do Fluminense contra “hermanos” na Libertadores é outra: diante do Argentinos Juniors, em 2011.
Na ocasião, o tricolor precisava de uma improvável combinação de resultados na última rodada para avançar às oitavas de final. O gol da classificação veio dos pés do artilheiro, em pênalti nos acréscimos que provocou uma pancadaria no Estádio Diego Armando Maradona.
— Teve um pênalti no último minuto, e o Enderson (Moreira, técnico na época) pediu para o Edinho me avisar que, se eu convertesse, a gente classificava. Eu tinha perdido dois antes, o Deco e o Thiago Neves estavam treinando. Mas ninguém quis bater e assumir a bronca — recorda Fred.