Geral Desaceleração

Teresina não registra mortes por covid pelo segundo dia consecutivo

De acordo com os últimos boletins da Sesapi, Teresina teve diagnósticos tardios de mortes ocorridas anteriormente. Especialista diz que não é hora de relaxar com os protocolos.

11/06/2021 10h58
Por: Redação Fonte: Portal O Dia
Foto: Assis Fernandes
Foto: Assis Fernandes

Teresina está há 48 horas sem registrar mortes por covid-19. É isso o que apontam os boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) na noite da última quarta-feira (09) e na noite de ontem (10). Os óbitos registrados na capital durante estes dias na verdade foram diagnóstico tardios de covid-19, ou seja, são mortes que ocorreram anteriormente, mas somente agora tiveram sua causa detectada.

Vale lembrar que não é a primeira vez que Teresina deixa de registrar mortes por covid-19 desde o começo da pandemia. No último dia 02 de junho, a capital também não figurou entre a lista de cidades com vidas perdidas para o coronavírus. E em 12 de setembro de 2020, pouco depois do pico da primeira onda, a cidade também ficou sem óbitos.

Os especialistas atribuem essa aparente desaceleração nos óbitos por covid-19 em Teresina a três fatores: o avanço da vacinação, as medidas restritivas adotadas em março deste ano que ainda reverberam positivamente nos índices e a ciclicidade da doença. Quem explica é o professor Emídio Matos, do Núcleo de Estudos em Saúde Pública (NESP) da UFPI.

“A pandemia, ela é cíclica. Ela vai ter momentos de descida e de subida. Temos estados que estão crescentes, como Pernambuco, Rio Grande do Sul e Paraná. E temos estados onde ela desacelera, como é o caso do Piauí. Mas não podemos relaxar e achar que está tudo bem. Precisamos ter a cobertura vacinal com primeira e segunda dose para garantir que os índices não voltem a subir”, diz.

Os dados do NESP apontam a efetividade da vacinação no Piauí: houve uma redução de 62% na média de letalidade da covid-19 entre os idosos de 70 a 79 anos. Isso se chama retorno da imunização, ou seja, a resposta do comportamento do vírus ao avanço da vacinação em primeira e segunda dose. Os idosos de 70 a 79 anos foram os que mais retornaram para receberem a dose de reforço no Piauí e é a faixa etária que mais viu a taxa de letalidade cair

Mas apesar dessa aparente desaceleração da covid-19 em Teresina nos últimos dias, nada garante que uma nova onda de infecção e mortes volte a se abater sobre a cidade, assim como aconteceu em outros momentos de baixa nas taxas da doença desde o início da pandemia até hoje. Daí a importância e a necessidade de se manter os protocolos sanitários e praticar o distanciamento social, sobretudo com o uso de máscara e álcool em gel.

“Existe sim o risco de uma nova onda, então não podemos relaxar e achar que está tudo bem. Temos que continuar mantendo as práticas que adquirimos desde o início e, principalmente, avançar na vacinação. Não é pra tirar a máscara agora, porque a vacinação ainda não chegou a uma parcela da população suficiente para falarmos que o contágio pode desacelerar”, finalizou Emídio Matos.

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