Polícia Crime hediondo

“Foi com requinte de perversidade” estupro contra diarista, diz delegada

Durante o depoimento, a delegada se revoltou com a perversidade do estuprador e voltou a defender a castração química.

15/07/2021 15h55
Por: Redação Fonte: Cidade Verde
Delegada Vilma Alves
Delegada Vilma Alves

Quase 1 hora de depoimento com a diarista estuprada, a delegada Vilma Alves, titular da Delegacia da Mulher, fez um desabafo: “parem (com os estupros), está demais”, disse Vilma, destacando que a violência contra a diarista foi com “requinte de crueldade”. O advogado Jefferson Moura Costa, 45 anos, foi preso em flagrante suspeito de praticar a violência sexual. 

“Estou estarrecida. Toda mulher que é vítima de estupro para mim é um impacto. É uma violência que me atinge também. Esse é mais um caso de requinte de perversidade. É um fato acaba com a mulher”.

A vítima, uma diarista de 29 anos, casada, mãe de dois filhos pequenos, relatou na delegacia que o advogado a violentou, chegou a lhe ameaçar com uma faca. Bastante abalada, ela descreve o momento de terror e desespero que passou na mira do agressor. 

“Este estuprador, feriu todas as mulheres desse país, pela forma, pelo requinte, a tortura psicológica, o desespero da vítima. Ela queria pular da janela. Desespero muito grande”.

Durante o depoimento, a delegada se revoltou com a perversidade do estuprador e voltou a defender a castração química. 

“Qual a pena desse homem? Daqui uns dias ele vai está solto. Tem que ter é castração química, tem que ser violento. Ele não foi violento. Quer dizer que a mulher tem que ser vítima em tudo? Parem está demais”. 

 

Heroína

 

A vítima muito nervosa, a delegada garantiu que o crime não ficará impune e que ela foi uma heroína.

“Você foi uma heroína. Espero que esse monstro mofe na cadeia. Ela teve muita coragem, coragem pelos filhos, não se abateu mesmo enfrentando um medo terrível”, disse Vilma. 

A delegada destacou que estupro é crime hediondo e inafiançável.  

Ela também se revoltou com o argumento do estuprador que dizia durante o ato de violência que iria tirar o espírito da vítima.  

“Ele dizia toda hora que iria tirar o espirito dela, que todas são iguais, acabando com a mulher, dizendo que a mulher tem espirito ruim. Que absurdo é esse. Não vou dizer que é loucura. É uma tara”. 

 

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