Política Eleições 2022

Wellington Dias acredita em polarização entre Bolsonaro e Lula nas eleições de 2022

Governador do Piauí afirma que não há provas suficientes para impeachment do atual presidente

17/07/2021 10h39
Por: Redação Fonte: Veja e AZ
Wellington Dias (PT)
Wellington Dias (PT)

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT) afirmou em entrevista à Veja que a tendência, por enquanto, é uma polarização entre Jair Bolsonaro e Lula nas eleições de 2022. Em uma longa reportagem, o chefe do executivo estadual demonstrou entusiasmo diante da perspectiva de o PT voltar ao Palácio do Planalto em 2023.

O petista declarou que não vê provas suficientes para iniciar uma ação de destituição do presidente da República, embora o PT tenha sido um dos signatários do mais recente pedido de impedimento.

Dias citou que há espaço para uma candidatura que represente a chamada terceira via, mas ressaltou que o ex-presidente Lula se coloca como alternativa pela sua capacidade de dialogar.

“Temos uma situação tão grave no Brasil que devemos priorizar o diálogo. Lula se coloca como alternativa pela sua reconhecida capacidade de dialogar, ouvir e tolerar. Há a necessidade de alguém com experiência democrática, alguém empenhado em fortalecer as instituições que foram atingidas nesse período. Há a necessidade de criar uma política de pacificação dentro do país, aliada a um plano que possa fortalecer a economia, gerar emprego e renda”, explicou. 

Questionado pela Veja se acredita na formação de uma frente ampla para enfrentar o presidente Bolsonaro em 2022, o governador do Piauí relatou: “sinceramente, não. Um campo político com o apoio que tem o ex-presidente Lula dificilmente abrirá mão de utilizar essa vantagem. O que estou dizendo: é possível que o ex-ministro Ciro Gomes seja candidato? Sim. Que o campo do ex-presidente Fernando Henrique, Doria, Eduardo Leite, lancem candidato? Sim. Defendo o entendimento pensando no interesse maior”, disse.

 

Impeachment de Bolsonaro

 

Wellington Dias pontuou ainda que, na sua visão, não há uma comprovação que permita o impeachment de Bolsonaro. 

“Compreendo que a democracia prevê a figura do afastamento de um presidente da República, mas não podemos banalizar o instrumento do impeachment. Ou existe uma prova muito concreta, robusta, ou temos de respeitar a soberania da vontade popular. No caso de Bolsonaro, na minha opinião, ainda não há uma comprovação que permita o impeachment. Não duvido que venha a surgir. Se tiver desvios, especialmente nesse caso da Covaxin, aí muda tudo. Se o remédio necessário for o impeachment, vamos usar. Mas não podemos levar o país a aventuras”, detalhou.

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