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Base de Bolsonaro tenta reduzir fundo para R$ 4 bi e evitar atrito com centrão

Caminho seria o envio pelo presidente de sugestão para alterar a Lei Orçamentária Anual com redução de cerca de R$ 2 bilhões

20/07/2021 07h57
Por: Redação Fonte: Coluna Painel / Folha
O presidente Jair Bolsonaro fala com a imprensa após deixar o hospital - Miguel SCHINCARIOL/AFP
O presidente Jair Bolsonaro fala com a imprensa após deixar o hospital - Miguel SCHINCARIOL/AFP

A base do governo no Congresso busca uma saída para Jair Bolsonaro vetar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões sem comprar uma briga com o centrão, principal grupo de apoio ao presidente no Legislativo.

Uma solução levada ao Palácio do Planalto e que contou com a simpatia de integrantes do governo envolve o envio de uma mensagem modificativa ao parlamento para alterar a Lei Orçamentária Anual e reduzir o valor destinado a campanhas eleitorais para um patamar próximo de R$ 4 bilhões.

Assim, Bolsonaro não desagrada aliados, e criaria o argumento de que conseguiu diminuir o total em quase R$ 2 bilhões. O fato é que, se isso ocorrer, estará dobrando o valor em relação a 2020.

Em conversas reservadas, líderes do centrão dizem que a solução pode ser um bom caminho. Eles lembram que, em 2019, a proposta inicial era para aumentar o fundo de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,8 bilhões.

Ao final, o valor ficou em R$ 2 bilhões: inicialmente pareceu uma derrota, mas eles conseguiram um acréscimo de R$ 300 milhões aos recursos dos partidos.

Em entrevista na segunda (19), Bolsonaro sinalizou que deve vetar o aumento no fundo.

"É uma cifra enorme, que no meu entender está sendo desperdiçada, caso ela seja sancionada. Posso adiantar para você que não será sancionada", disse em entrevista à TV Brasil.

Fervoroso defensor de Bolsonaro desde que virou ministro, Fábio Faria (Comunicações) questionou nesta segunda (19) o motivo de o Congresso destinar R$ 5,7 bilhões para o fundo eleitoral enquanto se critica o orçamento, de cerca de R$ 2 bilhões, necessário para a instalação do voto impresso nas eleições de 2022.

Questionado se houve sinalização pelo veto ao fundão, o ministro disse não poder falar em nome do presidente e cutucou a imprensa. “Se ele vetar, vai sair assim: presidente, sem máscara, veta”, disse em entrevista ao podcast Flow.

 

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