Esportes Libertadores

Em duelo de técnicos centroavantes, Crespo sofre sem um 9 no São Paulo

Aposentado há quase dez anos, ele agora tenta encontrar no elenco do São Paulo algum artilheiro que replique minimamente seu desempenho dos tempos de astro europeu.

20/07/2021 08h00
Por: Redação Fonte: Uol
Juan Antonio Pizzi e Hernán Crespo, na época em que eram jogadores | Imagem: Ben Radford/Allsport e Martin Rose/Bongarts/Getty Images
Juan Antonio Pizzi e Hernán Crespo, na época em que eram jogadores | Imagem: Ben Radford/Allsport e Martin Rose/Bongarts/Getty Images

Hernán Crespo nunca teve problemas para balançar as redes na época de jogador. Um centroavante rápido e habilidoso, o argentino marcou mais de 300 vezes em sua carreira profissional. Aposentado há quase dez anos, ele agora tenta encontrar no elenco do São Paulo algum artilheiro que replique minimamente seu desempenho dos tempos de astro europeu.

A missão tem sido difícil —e só piorou com as lesões. Luciano e Eder sequer viajaram para a Argentina para enfrentar o Racing, pelo jogo de volta das oitavas de final da Libertadores. Pablo e Vitor Bueno, as outras opções mais testadas, não convenceram e revezam entre períodos sem utilização e partidas com pouco brilho.

A falta de opção faz com que o argentino cogite apostar em Marquinhos no ataque. Ponta de origem, o adolescente foi testado entre os titulares no treinamento de ontem e tem chance de começar jogando hoje ao lado de Rigoni —o meia Gabriel Sara é outra opção para o setor.

Do outro lado, outro ex-centroavante, Juan Antonio Pizzi, também não tem necessariamente uma fartura ofensiva, mas confia de momento em Enzo Copetti sua esperança de classificação. O atacante de 25 anos tem apenas 13 gols na carreira, mas um deles serviu para empatar a partida contra o São Paulo na semana passada.

Os números de Copetti são bem abaixo dos apresentados por Pizzi em sua carreira. Assim como Crespo, ele foi um atacante de nível mundial, tendo participado da Copa do Mundo de 1998 pela Espanha. Não era teve a carreira tão prestigiosa como a de seu compatriota, mas se aposentou com mais de 200 gols feitos na carreira.

No banco de reservas, Pizzi ainda conta com o veterano Lisandro López, esse mais goleador do que ele foi na carreira —já são mais de 240 gols. Aos 38 anos, o ídolo da torcida do Racing ainda não entrou em campo desde que voltou para sua terceira passagem pelo clube. Os constantes questionamentos dos jornalistas sobre a situação dele incomodaram Pizzi.

A falta de gols na partida de hoje interessa apenas a Pizzi. Depois do empate por 1 a 1 no jogo de ida, um placar de 0 a 0 classificará o Racing para as quartas de final. Ao São Paulo resta conseguir uma vitória inédita sobre os argentinos ou voltar com um empate fazendo dois ou mais gols.

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