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Fani Pacheco sobre congelar óvulos: “Direito de ser mãe é bandeira feminista”

Ex-BBB e estudante de Medicina de 39 anos conta como está sendo processo para guardar óvulos e embriões fecundados para, no futuro, realizar o sonho da maternidade, mesmo se não tiver um parceiro

23/08/2021 às 09h45
Por: Redação Fonte: Quem News
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Fani Pacheco (Foto: Reprodução/Instagram)
Fani Pacheco (Foto: Reprodução/Instagram)

Fani Pacheco sempre quis ser mãe. Mas, com o passar do tempo, viu o sonho de um relacionamento estável, casamento e filhos ficar mais longe. Há cinco anos, a ex-BBB e hoje estudante de Medicina resolveu procurar uma clínica de reprodução humana para congelar os óvulos e garantir a possibilidade de engravidar no futuro. A experiência não foi adiante, mas Fani, de 39 anos, reiniciou o tratamento e está se preparando para a coleta dos óvulos. “É importante a mulher correr atrás do direito dela ser mãe. Essa é uma bandeira feminista”, afirma.

Ela explica porque desistiu anteriormente. “Não me senti segura na primeira clínica, queria mais clareza dos médicos, um menor distanciamento comigo, mais humanização. Eu queria me sentir parte do processo e ter mais clareza sobre tudo. Aí não foi em frente”, lembra. “Mas, quando tudo foi dando uma melhorada na pandemia, eu decidir pesquisar mais clínicas. Fui em outra clínica e comecei a fazer os exames”, explica Fani.

O primeiro passo foi, como ela faz questão de ressaltar, verificar seus hormônios anti-müllerianos, já que a dosagem deles é proporcional à chamada reserva ovariana, ou seja, quanto maior a taxa, mais alta será a quantidade e a qualidade dos óvulos para fecundação e vice-versa. “A minha reserva era bem baixa, mesmo para minha idade. Então decidi pelo congelamento”, explica Fani, que iniciou o tratamento há cerca de dez dias.

Ela quer congelar óvulos e também embriões – que serão fecundados pelo esperma do marido, com quem ela se casou na pandemia e prefere não revelar o nome. “Achei importante ter as duas opções porque a gente romantiza, acha que o casamento vai dar certo, que vai ser para sempre. Mas, se acabar, você pode não ter como usar aquele embrião. Por isso congelar os dois”, ensina.

A ex-BBB explica que as chances de sucesso de gestação com o embrião congelado ficam na casa dos 70%. Já as dos óvulos congelados são menores, porque eles precisam ser descongelados, fertilizados e aí implantados. A futura médica explica que ter os dois é uma forma de assegurar que nos próximos cinco anos tenha a opção de engravidar. “Trabalhei minha cabeça na terapia, aceitando que tudo bem se não der certo uma relação, não acabou o mundo. Há opções para ser mãe”, diz.

Fani afirma que está fazendo questão de dividir o processo com as seguidoras para alertar as mulheres sobre a necessidade de pensar no assunto. “Elas sabem que vão ficar cada vez menos férteis, mas não querem lidar com a situação; ficam mais ansiosas porque vão ficando mais velhas e querem ser mães”, aponta.

“É importante a mulher correr atrás do direito dela ser mãe. Essa é uma bandeira feminista. O homem pode ser pai até os 80 anos, a mulher tem 'prazo de validade'. O assunto tem que ser discutido, sim, porque ficamos de mãos atadas e dependendo do homem para ser mãe, quando podemos garantir esse direito de forma independente”, pondera. Ao conversar com amigas sobre o processo de congelamento, descobriu que várias já tinham feito ou estavam fazendo o mesmo, e que outras tinham tido os filhos por fertilização in vitro. “Elas me deram várias orientações e vi que como se trata de algo pouco falado”, conta.

A ex-BBB diz que, se soubesse, teria começado o processo muito antes. “Hoje o valor para congelar óvulos é muito mais acessível, pode-se parcelar e é bem menos que um carro popular. Dá para se planejar. Se eu tivesse esse tipo de orientação mais nova, teria congelado meus óvulos em vez de comprar meu primeiro carro”, garante ela.

Fani conta que, ao final do tratamento, sua médica prevê que ela tenha dois embriões congelados e seis óvulos, se tudo correr bem. Ser mãe ficará então para o futuro. “Quero me realizar profissionalmente antes, porque filho é uma responsabilidade que você assume. Uma vez isso acontecendo, serei uma excelente mãe”, afirma.

Ela, que ainda tem dois anos e meio pela frente de faculdade, quer se dedicar à Psquiatria. “Passei muitos anos cuidado de minha mãe (Adele, que sofria de esquizofrenia) e demorei muito para me cuidar. Vejo que é essa área mesmo que me interessa, desde antes do curso”, explica Fani, que diz que, de maneira geral, fazer Medicina a ajudou a ter uma outra visão sobre a reprodução assistida. “Ajuda na conscientização; hoje sei que quanto mais velho mais tenho chances de ter um filho com alguma síndrome e isso me fez optar por fazer uma pesquisa genética dos embriões, por exemplo”, conta.

Fani diz que, por enquanto, o processo, que inclui injeções de hormônios, a deixaram apenas mais sensível e com uma “pressão” na barriga, como uma cólica. Ela está esperando o momento da punção dos óvulos, quanto a médica selecionará os que estiverem no tamanho ideal. “Estou mais carente, sensível, chorosa”, relata.

Por orientação de sua médica, Fani pediu à sua nutróloga uma dieta anti-inflamatória e está tomando vitaminas. Também não está bebendo e mantendo uma alimentação regrada. “Os exercícios é que estão prejudicados, preciso voltar”, assume ela, que gostaria, quando finalmente implantar um embrião, de ter um menino. “Mas o que vier será bem-vindo”, diz.

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