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Mais uma vez, time de Abel Ferreira supera o de Cuca na força mental

Cuca de novo perdeu para Abel, mesmo sem ser derrotado desta vez. A cultura de vitória e a força mental pesaram. O Palmeiras está em sua sexta final de Libertadores.

Por: Redação RI Fonte: Coluna do André Rocha / Uol
29/09/2021 às 09h46
Mais uma vez, time de Abel Ferreira supera o de Cuca na força mental
Dudu comemora gol do Palmeiras contra o Atlético-MG na Libertadores | Imagem: GUSTAVO RABELO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O jogo no Mineirão foi bem melhor que o do Allianz Parque. Até porque seria quase impossível testemunharmos algo pior.

De novo o Atlético foi o que mais tentou jogar, mas, paradoxalmente, a presença da torcida foi transformando aos poucos a eletricidade no estádio em tensão. No final, em desespero.

Mais uma vez, Cuca tirou a naturalidade de sua equipe no momento decisivo. Tinha sido assim com o Santos menos agressivo na final de 2020 no Maracanã. Agora o Galo apressou a circulação da bola, tentando acionar rapidamente os laterais Mariano e Guilherme Arana ou buscando Hulk para as jogadas individuais. Muitas vezes saltando o trabalho de Nacho e Zaracho na articulação entre as intermediárias.

O Palmeiras na dele, com linha de cinco atrás, Renan na zaga e Piquerez na lateral esquerda. Mais Felipe Melo e Danilo à frente da defesa. À espera de Raphael Veiga e Dudu encostarem no isolado Rony, entre Nathan Silva e Junior Alonso.

A nítida estratégia de Cuca para evitar o contragolpe palmeirense era fazer "faltas táticas". Parar o jogo e recompor. Foram 11 contra uma no primeiro tempo. Poucas chances, jogo tenso.

Melhorou na volta do intervalo, com equipes mais soltas. E o Galo, de novo, quebrou a marcação adversária com Jair pela direita. Foi assim no pênalti sofrido por Diego Costa que Hulk bateu na trave em São Paulo. No Mineirão, aparecendo com liberdade e colocando a bola na cabeça de Vargas, para abrir o placar, aproveitando falha de posicionamento de Marcos Rocha.

E aí vem a grande diferença do confronto. O Palmeiras sentiu o baque, poderia ter sofrido o segundo gol logo em seguida com o mesmo Vargas em rápido contragolpe. Mas manteve a concentração e a proposta de jogo. A convicção de que a oportunidade apareceria.

Apareceu, na substituição que parecia meio sem lógica, tirando Rony, símbolo da conquista no ano passado, e colocando Gabriel Verón. O jovem atacante ganhou de Nathan Silva, que claramente sentiu o jogo e poderia ter sido expulso no primeiro tempo, e rolou para Dudu empurrar para as redes.

O time de Cuca cedeu o contra-ataque para o Palmeiras com vantagem no placar. E entrou em parafuso, mais uma vez. Assim como o treinador atleticano, no Santos, se metendo em uma confusão inacreditável na beira do campo, sendo expulso e dispersando sua equipe, que sofreu o gol nos acréscimos da final no Maracanã.

Cada atleticano tentando resolver sozinho, perdendo a bola e deixando o jogo à feição do Palmeiras. A equipe de Abel poderia até ter virado o placar, caso aproveitasse melhor os contragolpes que ficaram ainda mais rápidos com Wesley no lugar de Veiga.

Nem foi preciso. No final, o desespero total de Cuca com Réver na vaga de Nacho e enfiado como centroavante, bolas na área em profusão. Em 2013 podia fazer sentido, mas esse time do Atlético não joga assim. Simbólica no final a cobrança curta de lateral de Arana tentando trabalhar um último ataque, mas Junior Alonso, em pânico, dando um chutão que saiu pela linha de fundo.

O Galo que sobrou na fase de grupos, sofreu contra o Boca em confronto com arbitragem polêmica e atropelou o River caiu para o atual campeão. Mesmo com 63% de posse, 17 finalizações contra nove, seis a três no alvo. Com a impressão de que foi superior nos 180 minutos.

Cuca de novo perdeu para Abel, mesmo sem ser derrotado desta vez. A cultura de vitória e a força mental pesaram. O Palmeiras está em sua sexta final de Libertadores.

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