
O jornalista Arimateia Azevedo foi preso na manhã desta quinta-feira (07) pela Polícia Civil. A informação foi confirmada por uma das filhas do profissional, que disse que ele estava em casa, na zona sudeste de Teresina, no momento em que foi levado pela Polícia.
Sem dar maiores detalhes, a filha de Arimateia informou que irá acompanha a situação.
Além de Arimateia Azevedo, o advogado Rony Samuel de Negreiros Nunes também foi preso pela Polícia Civil nesta quinta-feira (07) no município de São Raimundo Nonato, onde atua no cargo de ouvidor geral da prefeitura.
Os dois são investigados em um inquérito que apura a possível prática de extorsão contra o empresário Thiago Ramos Duarte, proprietário de uma distribuidora de medicamentos. A investigação é presidida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).
Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Valdemir Ferreira Santos, coordenador da Central de Inquéritos de Teresina.
Essa é a segunda vez que o jornalista é preso em pouco mais de um ano. Em junho do ano passado, ele foi alvo de uma operação realizada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), acusado da prática de extorsão contra um médico da capital.
Na ocasião, o jornalista teve a prisão domiciliar concedida dias após ser detido. Em novembro, por decisão do Superior Tribunal de Justiça(STJ), ele foi solto e passou a responder ao processo em liberdade.
Nota na íntegra da defesa do jornalista
Processo não aponta ligação do jornalista Arimatéia Azevedo ao suposto crime de extorsão. O jornalista Arimatéia Azevedo foi surpreendido pela decretação de sua prisão preventiva na manhã de hoje (7), por fatos que desconhece, e principalmente sem nenhuma relação entre a suposta causa e o seu efeito.
Pelo que se depreende, do material levado ao juízo da Central de Inquéritos, Arimatéia teria publicado uma notícia no mês de maio, que seria objeto de suposta extorsão contra um empresário do ramo de medicamentos.
Entretanto, não existem contatos, nenhuma ligação, ou mesmo qualquer recomendação ou palavra que permita unir Arimatéia ao advogado que também foi preso. Não existe uma única passagem que faça aparecer Arimatéia como autor da tentativa do benefício indevido.
Resta ao advogado apontado no processo esclarecer se, em algum momento, ao repassar a notícia a Arimatéia, se assim aconteceu, afirmar ou negar se essa matéria teria sido encaminhada ao colunista do Portal AZ com o propósito de obter alguma vantagem, o que, se assim tiver acontecido, em nenhum momento terá sido a pedido, interesse ou motivação partida do jornalista Arimatéia Azevedo.
A própria investigação nada avança além desse ponto. O que comprova que a denúncia ou a matéria em si não pode ser o móvel do crime, porque, se assim o for, mais parece uma censura prévia à imprensa que denuncia ou questiona, o que passa bem longe de tentativas de práticas de ações não republicanas.
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