
"Quando estou loiro, esquece", costuma dizer Gabigol quando muda o visual perto de jogos. Mas se não deixar sua marca na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, hoje, contra o Athletico, em Curitiba, o atacante igualará o seu maior jejum no Flamengo.
O artilheiro está há seis jogos sem balançar as redes pelo clube, sequência que só não é tão ruim quanto a do período entre março e agosto de 2020, quando o futebol foi paralisado pela pandemia, em que o jogador passou sete partidas em branco.
De volta após defender a seleção brasileira, Gabriel tenta se reencontrar pela equipe que o projetou nos últimos dois anos. São 97 gols e 31 assistências. Entretanto, são também dois meses sem gols em mata-mata, e um total de 52 dias de jejum, já que a última bola na rede aconteceu no jogo contra o Santos, pelo Brasileiro, quando fez três gols.
No período, o jogador já mudou o visual e o cabelo inúmeras vezes. O apetite, que segundo ele fica maior quando está loiro, parecia que levaria Gabigol facilmente a marca de 100 gols pelo Flamengo, a apenas três tentos de acontecer. Mas após o hat-trick na Vila, a conta parou.
Artilheiro da Libertadores, com 10 gols em 12 jogos, o jogador rubro-negro tem apenas dois na Copa do Brasil, competição da qual só participou de três partidas. É a mesma marca de Bruno Henrique e Pedro.
O excesso de jogos pelo clube e pela seleção levou a algumas dores musculares que acompanham o atacante na reta final de temporada. E a uma consequente queda de produção técnica e física nas últimas partidas, que levaram o clube e o técnico Renato Gaúcho a preservar o jogador.