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Advogados causaram rombo de R$ 55 milhões ao INSS no Piauí, diz PF

A Polícia Federal concedeu coletiva de imprensa nesta terça-feira (09), sobre a Operação Bússola.

09/11/2021 às 15h09
Por: Redação Fonte: Viagora
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Operação Bússola (Foto: Luis Marcos)
Operação Bússola (Foto: Luis Marcos)

Nesta terça-feira (09), o Chefe da Delegacia de Repreensão a Crimes Previdenciários, Lucimar Sobral, disse em coletiva de imprensa na sede da Polícia Federal, que a organização criminosa investigada por fraudes previdenciárias, geraram um prejuízo estimado em R$ 55,8 milhões aos cofres do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Piauí.

O delegado que atuou na Operação Bússola, deflagrada pela PF, destacou que cerca de 1975 benefícios foram concebidos por meio de identificação falsa, sendo que 170 são de pessoas fictícias. ‘’ Os servidores do INSS, advogados e intermediários faziam a capitação de clientes, que não eram trabalhadores rurais, e, por meio do pagamento de propina, faziam a concessão de aposentadoria rural’’, explicou.

A Polícia Federal informou também durante a coletiva que a organização era formada por 17 advogados, sendo 11 de Teresina e 6 do Maranhão.

Segundo a PF, entre os investigados com prisão decretada estão oito servidores do INSS, 17 advogados e 14 intermediários.

Ainda conforme a PF, dos 17 advogados, 15 foram presos e 2 não foram localizados. Além das prisões, a Justiça também determinou o bloqueio das contas dos acusados e a suspensão do exercício da função pública para os servidores do INSS.

De acordo com a polícia, de um total de 39 mandados de prisão, foram cumpridos 34 até o momento.

De acordo Lucimar Sobral, os servidores recebiam R$ 2 mil, dos R$ 11 mil que eram sacados, a outra parte da quantia era destinada ao pagamento dos suspeitos de integrar a organização criminosa. ‘’Desse total, o beneficiário pagava os advogados, e continuava recebendo o benefício mensalmente’’, explicou.

Delegado Lucimar Sobral (Foto: Luis Marcos)

 

Questionado se os suspeitos agiam juntos o delegado informou que eles tinham vínculos em comum, mas trabalhavam de forma separada. ‘’São vários grupos com pontos em comum. Nós observamos que tem advogados com acesso à apenas um servidor, e outros com acesso à dois servidores’’, disse.

O delegado ainda ressaltou que o valor do benefício era concebido no Piauí e que no Maranhão, existiam advogados e intermediários que traziam os clientes para o estado, contudo até o momento da investigação nenhum servidor do INSS do Maranhão foi identificado.

Participaram da coletiva de imprensa, o Coorneador- Geral de Inteligência Preidenciária e Trabalhista, Marcelo Ávila, o Coordenador de Repressão a Crimes Fazendários, Cléo Mazzoti, dentre outros delegados.

 

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