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Lideranças do PT temem que mercado tente derrubar Lula para colocar Alckmin no lugar

Tucano seria um nome palatável para a 'direita' e para o mercado financeiro, segundo petistas

17/11/2021 às 10h07
Por: Redação RI Fonte: Coluna da Mônica Bergamo / Folha
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O ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) - Montagem com fotos de Pedro Ladeira/Folhapress e Ciete Silvério
O ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) - Montagem com fotos de Pedro Ladeira/Folhapress e Ciete Silvério

A possibilidade de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ser vice de Lula numa chapa para concorrer à sucessão de Jair Bolsonaro em 2022 gera temor em algumas lideranças do PT: elas veem a possibilidade de a presença do ex-governador estimular tentativas de derrubada de um eventual futuro governo.

De acordo com esse raciocínio, Alckmin é confiável e não faria movimentos para derrubar Lula. Mas o tucano seria um nome palatável para a "direita" e o mercado financeiro, o que facilitaria a movimentação pela queda de Lula caso o governo enfrente uma grave crise.

 

PIOR SEM ELE

 

Setores do partido acreditam que o impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido) não prosperou, em parte, porque o vice-presidente Hamilton Mourão poderia assumir a Presidência. Seria pior ter o general no comando do país do que suportar Bolsonaro.

 

CHEGADA

 

Já lideranças que apoiam a chapa Lula/Alckmin afirmam que, para cair, é preciso estar em pé. Ou seja, para enfrentar ameaça de impeachment, o petista primeiro precisa se eleger, e a aliança ajudaria a liquidar a fatura até mesmo no primeiro turno.

No dia 3 de novembro, a coluna revelou que lideranças do PT e do PSB tentam viabilizar uma chapa que una Lula e Alckmin para disputar a Presidência da República.

Segundo interlocutores, Lula já afirmou que, com o tucano de vice, poderia dormir tranquilo: Alckmin, que foi quatro vezes governador, teria experiência e estatura política. Ajudaria a governabilidade. E não transformaria a vice em um centro de conspiração e sabotagem para desestabilizar o governo.

O vice-governador de SP, Rodrigo Garcia (PSDB), e o apresentador Luciano Huck estiveram no autódromo de Interlagos, na capital paulista, para o GP de São Paulo de F1, no domingo (14). A ginasta Rebeca Andrade e a apresentadora Luciana Gimenez também compareceram à corrida.

 

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