
Dia 26 de novembro sempre será uma data relevante na história do Grêmio. Nesta sexta-feira, a Batalha dos Aflitos completa 16 anos. Aquele duelo em que o Tricolor superou o Náutico com sete jogadores e garantiu o retorno à Série A pode servir de combustível – e superstição – para a luta direta com o Bahia, a partir das 19h, na Fonte Nova, na briga para não cair de novo no Brasileirão.
A epopeia de 2005 no Recife é tida como divisor de águas na história recente do Grêmio. Se Galatto não defende o pênalti de Ademar, a volta à elite estaria comprometida — com sete contra 10, ainda viria o gol de Anderson como desforra.
Haveria toda uma repercussão em cascata sobre receitas e problemas financeiros para a temporada seguinte. O jogo desta sexta é tratado da mesma forma, decisivo e fundamental para o Grêmio continuar a empreitada de ficar na Série A, embora uma vitória não signifique saída da zona de rebaixamento.
Herói contra o Náutico, Galatto brinca com as semelhanças entre os dois jogos. O goleiro foi eternizado na Calçada da Fama da Arena em 2021.
"Estou encarando como decisão, como uma batalha mesmo. Estou confiante para que não seja tão sofrido quanto a Batalha (dos Aflitos), mas que (o Grêmio) consiga fazer ponto". — Galatto
— Não pode ficar mais sem pontuar a partir de agora. Fiz uma dezena de simulações, o Grêmio tem que vir com ponto. Tem que prevalecer. O Grêmio é campeão do mundo, tem que respeitar o Bahia, mas se impor e saber explorar os pontos fracos - destacou o ex-goleiro.
Marcado na história do Grêmio com aquele título da Série B, Galatto também vê a possibilidade de o atual grupo ser lembrado no futuro. Não pela campanha ruim no Brasileirão, mas pela reação e uma possível fuga do rebaixamento.
"Não digo que vai ser uma nova Batalha, ninguém quer isso, com quatro expulsões e dois pênaltis. Mas, como ex-atleta, sei como vai ser o clima. Tem que estar preparado para tudo". — Galatto
— Pode ser que no futuro esses jogadores conversem que, em 2021, no Grêmio, ganharam os últimos cinco jogos e escaparam. Pode ser marcante. O que não pode ser marcante é a queda. Mas tenho confiança que vão conseguir a permanência — destacou Galatto.