A onda de síndromes gripais e o aumento de casos de Covid, em todo o estado, tem afastado também os profissionais da saúde dos postos de trabalho. Um levantamento nos principais hospitais de Teresina para saber como está a situação nestes locais e, em algumas unidade, o afastamento chega a atingir 30% dos profissionais de saúde.
De acordo com o levantamento, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (UFPI) já chegou a registrar 360 afastamentos por síndromes gripais do início do mês até agora, sendo que 45 casos de Covid-19 foram confirmados. Somente nesta terça-feira (25), 60 pedidos foram realizados.
“Hoje 30% da força de trabalho do HU está afastada. Mas o hospital continua atendendo e se mantém firme, os empregados que estão ficando, se desdobram para não deixar os pacientes desassistidos”, informou a direção do hospital.
Um hospital particular de Teresina chegou a divulgar um comunicado informando que o quadro de colaboradores está reduzido devido aos afastamento dos profissionais por causa das doenças respiratórias.
No hospital São Marcos pelo menos 3,5% dos colaboradores já entraram com atestado por estarem com Covid neste mês de janeiro.
Já no Hospital Getúlio Vargas (HGV) há 50 funcionários afastados nesta terça-feira (25), devido às síndromes gripais. Os profissionais que estão com suspeita de Covid-19 são testados na própria instituição e aguardam o resultado em casa. As testagens ocorrem toda segunda-feira e sexta-feira e são realizados 13 exames a cada dia.
Outros 53 profissionais da Maternidade da Dona Evangelina Rosa (MADER) também estão de licença médica com síndromes gripais ou Covid-19. No hospital Infantil Lucídio Portella, são outro s 31.
Registro da Sesapi
O superintendente de Gestão da Rede de Média a Alta Complexidade da Secretaria Estadual da Saúde do Piauí, Alderico Tavares, admitiu que em todo o estado são 624 profissionais afastados das funções por estarem com Covid ou síndromes gripais. Ele esclarece que o Piauí, assim como outros Estados do Brasil, está com dificuldade de conseguir mão de obra qualificada para atender os leitos Covid por causa da alta taxa de adoecimento dos profissionais de saúde.