Política Articulações
Oposição traça ofensiva para criar CPI do MEC
A estratégia será buscar apoio de parlamentares com histórico em avalizar comissões investigativas na Casa.
11/04/2022 08h36
Por: Redação RI Fonte: blog do Lauro Jardim
Plenário do Senado | Waldemir Barreto/Agência Senado

Para evitar que o pedido de abertura de uma CPI para apurar a existência de um “balcão de negócios” no MEC seja engavetada devido à ausência de assinaturas necessárias, senadores da oposição farão uma ofensiva para pressionar os colegas a endossar o requerimento. A estratégia será buscar apoio de parlamentares com histórico em avalizar comissões investigativas na Casa.

Na lista de parlamentares que serão procurados esta semana está José Serra, que apoiou a CPI da Pandemia, Marcelo Castro, que preside a Comissão de Educação; Otto Alencar, que teve atuação relevante na CPI da Pandemia, além de outros senadores do PSD, partido que ocupa a segunda maior bancada do Senado (com 11 titulares) após as movimentações de filiação da janela partidária.

Continua após a publicidade

Autor do pedido de abertura da CPI, Randolfe Rodrigues tem feito publicações nas redes sociais chamando a população a pressionar os parlamentares nas suas bases eleitorais a endossarem o documento para criarem a comissão de investigação das denúncias no MEC. Na sexta, Rodrigues anunciou ter conseguido as 27 assinaturas, mas perdeu três delas no final de semana.

Renan Calheiros, que relatou a CPI da Pandemia, também atua para convencer os colegas a apoiar a instalação da comissão. Na avaliação do emedebista, ainda há muitos senadores que possam contribuir com a CPI, inclusive no PSD de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado. Renan diz:

– Só Omar Aziz (presidente da CPI da Pandemia) assinou no PSD. E o PSD é o partido que deve indicar o relator ou a vice presidência da comissão porque é a maior bancada juntamente com o MDB.

Pacheco tem demonstrado resistência em criar a CPI em ano eleitoral. Na quinta, o presidente do Senado disse que deixará para decidir sobre o tema quando ele “existir”, já que naquele momento não havia quórum suficiente para a instalação. Pacheco também alegou ser necessário, além das assinaturas, ter um “fato determinado” para a criação do colegiado.

A resistência pela criação de CPIs em ano eleitoral se dá pelo receio de os trabalhos serem usados como palanque político da oposição.