Política Eleições 2022
Chapa do PT reúne parceiros históricos na maior aliança de Lula desde 1994
Metade das seis siglas confirmadas na frente Vamos Juntos pelo Brasil já participou de uma aliança com o petista anteriormente.
07/05/2022 08h48
Por: Redação RI Fonte: Uol
Lula e Alckmin se abraçam em evento do PSB em Brasília | Imagem: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O ex-presidente Lula (PT) voltou a reunir parceiros históricos na maior aliança de uma campanha sua desde 1994. Metade das seis siglas confirmadas na frente Vamos Juntos pelo Brasil já participou de uma aliança com o petista anteriormente.

Até então, já oficializaram apoio a Lula PCdoB e PV, que formaram federação com o PT; PSB, por meio do vice Geraldo Alckmin (PSB); PSOL, Rede e Solidariedade. Ainda há a possibilidade que outros partidos se juntem ao grupo.

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A aliança será lançada formalmente hoje em um evento para cerca de 4 mil militantes em São Paulo. O objetivo de Lula e do PT é formar uma espécie de "Novas Diretas", com figurões de diferentes estados e diversos partidos no mesmo palanque "unidos pela democracia".

Esta é a maior aliança em torno do ex-presidente junto à campanha desde 1994 —naquele ano, a chapa puro-sangue, com o ex-ministro Aloízio Mercadante como vice teve perfil semelhante, com PSB, PCdoB, PV, PPS (hoje, Cidadania), PCB e PSTU.

O PCdoB é o companheiro mais fiel: coligou-se em todas as oito eleições presidenciais desde a redemocratização. Foi, junto ao Pros, o único partido a integrar a campanha de 2018, que, com Lula preso, indicou Fernando Haddad (PT) ao Planalto.

Com Alckmin, o PSB integrará a chapa como vice pela segunda vez. Em 1989, primeira eleição direta após a ditadura militar, o ex-senador José Paulo Bisol (PSB-RS), morto em 2021, compôs a chapa derrotada pelo senador Fernando Collor (então PRN, hoje PTB).

Naquele ano, a aliança petista também teve PSB e PCdoB. O PV chegou a ser anunciado no lançamento da candidatura, em março daquele ano. O plano era ter o ex-deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) como vice, mas após episódios de "preconceito social", segundo a Fundação Perseu Abramo, a chapa acabou rompendo e o partido o lançou à presidência separadamente. Com isso, Bisol foi alçado a vice do petista.

Em 1998, o PT juntou-se ao PDT com o ex-governador Leonel Brizola, morto em 2004, mas foi derrotado em primeiro turno pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pela segunda vez seguida.

 

Próximo da direita

 

Também não é a primeira vez que o petista forma chapa com uma figura política associada à direita. Essa foi a fórmula vitoriosa em 2002 e 2006, quando o petista ganhou a eleição e a reeleição ao lado José Alencar (PL).

De perfil conservador, o então ex-senador também sofreu resistência por parte da esquerda e de apoiadores, como ocorreu com Alckmin.

 

Dilma teve maiores coligações

 

Curiosamente, quem reuniu as maiores coligações entre os candidatos petistas não foi Lula, mas a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Em 2010, auge da popularidade e da aprovação de Lula, o PT conseguiu reunir dez partidos em torno da sucessora contra o senador José Serra (PSDB). Em 2014, na reeleição, reuniu nove siglas contra o deputado Aécio Neves (PSDB).

 

As coligações do PT nas eleições presidenciais desde a redemocratização: