Após o vazamento de áudios que revela máfia no Ministério da Educação, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse não ter desconfianças do então ministro da Educação na época, Milton Ribeiro. O posicionamento ocorreu em meio a suspeitas levantadas com a divulgação de um áudio, no qual Ribeiro afirma que o governo federal prioriza prefeituras ligadas a dois pastores.
O áudio foi revelado pela Folha de S. Paulo.
O presidente garantiu que o ministro tomou as providências necessárias. "O Milton, coisa rara eu falar aqui, eu boto a minha cara no fogo pelo Milton. Minha cara toda no fogo pelo Milton", disse em sua transmissão ao vivo semanal.
Bolsonaro reforçou que a situação teria sido encaminhada. "A CGU (Controladoria-Geral da União) por seis meses investigou o caso. Chegou à conclusão que não tinha a participação de nenhum servidor público, zero, nenhum servidor público. E resolveu então encaminhar essas peças para a PF (Polícia Federal)", falou.
Para o chefe do Executivo, "estão fazendo uma covardia com o ministro Milton" e ele tem sido pressionado a indicar outra pessoa para o cargo. "Não vou botar palavra na boca dele, para não atrapalhar a investigação", completou.
O presidente usou a situação como exemplo do combate a irregularidades em seu governo. "Por que não tem corrupção no meu governo? Porque a gente age dessa maneira. A gente sempre está um passo a frente. Ninguém pode pegar alguém e dizer 'ó, você está desviando'. Tem que ter prova, poxa, se não é uma ação contra a gente", afirmou.