Nessa terça-feira (14) foi revelado um documento que mostra que o assassinato da estudante de Medicina Flávia Wanzeler poderia ter sido evitado. Isso porque o acusado de matar covardemente a jovem, Francisco Emanoel dos Santos Gomes, vulgo Biel, já foi inocentado em um outro crime de homicídio e, consequentemente, posto em liberdade. Com a decisão da então juíza da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina, Maria Zilnar Coutinho Leal, o criminoso ficou livre para praticar novos crimes, até o fatídico dia em que ceifou a vida da jovem de 23 anos.
A decisão que o inocentou do homicídio foi dada em 22 de junho de 2022. A juíza Zilnar Coutinho atendeu a um pedido do Ministério Público do Estado e reconheceu a tese de legítima defesa apresentada por Biel para justificar o assassinato de Carlos Eduardo Santos Tomaz de Sousa. Com isso, Biel foi absolvido sumariamente, sem sequer passar por julgamento pelo Tribunal Popular do Júri.
Na época dos fatos, o delegado Divanilson Sena, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que presidiu o inquérito sobre a morte de Carlos Eduardo Tomaz de Sousa, concluiu que a vítima foi morta em função de disputa entre facções rivais, tendo em vista que Carlos Eduardo era membro do Bonde dos 40 e Biel fazia parte do PCC.
Depoimentos controversos
No decorrer do processo, Francisco Emanoel apresentou duas versões para o crime. Em interrogatório no DHPP, em 17 de março de 2022, ele contou que estava na frente de sua casa quando Carlos Eduardo chegou com uma arma na mão e realizou dois disparos contra ele, na tentativa de matá-lo.Os disparos, contudo, não atingiram Francisco Emanoel, que se dirigiu até um terreno em frente à sua casa para se proteger. Ele então contou que Carlos Eduardo foi em seu encalço para atirar contra ele de novo, mas que ele conseguiu imobilizá-lo no chão e realizou quatro disparos contra ele, matando-o na hora.
Após o ocorrido, Francisco Emanoel evadiu-se do local, levando consigo a arma utilizada no crime, um revólver de calibre .38 que, segundo ele, era de sua propriedade, embora não tivesse autorização legal para portá-la, e que acabou vendendo na Avenida Maranhão.
Ainda conforme o depoimento, Francisco Emanoel relatou que conheceu Carlos Eduardo durante o tempo em que esteve no Centro de Internação Provisória (CEIP) e que acredita que ele foi atrás dele por conta de facções, mas negou que fosse faccionado.
Interrogatório em juízo
Já perante à juíza, Francisco Emanoel relatou que a denúncia era verdadeira e que atirou para se defender depois que a vítima disparou duas vezes contra ele. Ainda de acordo com ele, os dois entraram em luta corporal e no momento em que conseguiu imobilizar Carlos Eduardo, tomou a arma dele e na sequência efetuou disparos para se defender.
“Declarou que não sabe porque a vítima atirou nele, que o bairro em que mora não é dominado pelo PCC e que não integra nenhuma facção. Disse que não conhecia a vítima nem seu pai e não sabe dizer porque a vítima estava na frente de sua casa no dia do fato. Declarou que efetuou 3 a 4 disparos, não se recorda, e que depois que tomou a arma, a vítima ainda foi para cima dele, mas que não sabe se a vítima portava uma faca ou alguma outra coisa; que atirou e ficou desesperado. Após o fato foi ameaçado pelo Bonde dos 40”, diz trecho do depoimento.
Na época dos fatos, o delegado Divanilson Sena, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que presidiu o inquérito sobre a morte de Carlos Eduardo Tomaz de Sousa, concluiu que a vítima foi morta em função de disputa entre facções rivais, tendo em vista que Carlos Eduardo era membro do Bonde dos 40 e Biel fazia parte do PCC.
Depoimentos controversos
No decorrer do processo, Francisco Emanoel apresentou duas versões para o crime. Em interrogatório no DHPP, em 17 de março de 2022, ele contou que estava na frente de sua casa quando Carlos Eduardo chegou com uma arma na mão e realizou dois disparos contra ele, na tentativa de matá-lo.Os disparos, contudo, não atingiram Francisco Emanoel, que se dirigiu até um terreno em frente à sua casa para se proteger. Ele então contou que Carlos Eduardo foi em seu encalço para atirar contra ele de novo, mas que ele conseguiu imobilizá-lo no chão e realizou quatro disparos contra ele, matando-o na hora.
Após o ocorrido, Francisco Emanoel evadiu-se do local, levando consigo a arma utilizada no crime, um revólver de calibre .38 que, segundo ele, era de sua propriedade, embora não tivesse autorização legal para portá-la, e que acabou vendendo na Avenida Maranhão.
Ainda conforme o depoimento, Francisco Emanoel relatou que conheceu Carlos Eduardo durante o tempo em que esteve no Centro de Internação Provisória (CEIP) e que acredita que ele foi atrás dele por conta de facções, mas negou que fosse faccionado.
Interrogatório em juízo
Já perante à juíza, Francisco Emanoel relatou que a denúncia era verdadeira e que atirou para se defender depois que a vítima disparou duas vezes contra ele. Ainda de acordo com ele, os dois entraram em luta corporal e no momento em que conseguiu imobilizar Carlos Eduardo, tomou a arma dele e na sequência efetuou disparos para se defender.
“Declarou que não sabe porque a vítima atirou nele, que o bairro em que mora não é dominado pelo PCC e que não integra nenhuma facção. Disse que não conhecia a vítima nem seu pai e não sabe dizer porque a vítima estava na frente de sua casa no dia do fato. Declarou que efetuou 3 a 4 disparos, não se recorda, e que depois que tomou a arma, a vítima ainda foi para cima dele, mas que não sabe se a vítima portava uma faca ou alguma outra coisa; que atirou e ficou desesperado. Após o fato foi ameaçado pelo Bonde dos 40”, diz trecho do depoimento.
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