Jair Bolsonaro (PL) passou a tarde de terça (25) reunido com advogados e assessores para treinar as respostas que dará no depoimento que tem marcado na manhã desta quarta-feira (26) na Polícia Federal. Ele é investigado no inquérito dos atos golpistas de 8 de janeiro por ser supostamente um de seus autores intelectuais.
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Bolsonaro foi intimado a depor por ter compartilhado nas redes sociais, dois dias depois da invasão do Palácio do Planalto, um vídeo de ataques à segurança das urnas eletrônicas. A postagem foi feita no dia 10/1 e apagada pouco depois de se tornar pública.
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A previsão de seus assessores, no entanto, é a de que outros temas devem ser abordados pelos policiais _ como o incentivo a acampamentos de aliados nos quartéis e a minuta golpista encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. E o ex-presidente precisaria estar preparado para quando as perguntas surgirem.
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No treino ficou decidido que Bolsonaro responderá exclusivamente sobre o que a Procuradoria-Geral da República (PGR) incluiu na representação em que pediu o seu depoimento: a postagem do vídeo contra as urnas. E nada mais. Ou seja, questionado sobre qualquer outro assunto, o ex-presidente ficará em silêncio.
TIME
Do treino do presidente participaram os advogados Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser e com Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social de seu governo e que também é formado em direito. Os três devem acompanhá-lo à sede da PF.