
O assédio, as provocações e as agressões entre estudantes têm aumentado nos últimos anos. Segundo dados apresentados pela Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), mais de 40% dos alunos adolescentes admitiram ao Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) já ter sofrido bullying, o que torna o Brasil um dos países com maior incidência de violência escolar no mundo.
“O bullying causa sentimentos de tristeza e inadequação e crianças e jovens ficam sujeitos a traumas que afetam seriamente seu desenvolvimento, com impactos que podem acompanhá-los por toda a vida”, alerta Ismael Rocha, diretor acadêmico da Educa Week.
Rocha também destaca que pais e escolas devem ficar bastante atentos para atacarem o problema em conjunto. “As vítimas do bullying, muitas vezes, costumam não contar para ninguém sobre a violência, por sentirem medo e vergonha”, diz o especialista.
Segundo ele, é fundamental que instituições de ensino estabeleçam um canal de comunicação constante com os responsáveis pelo aluno, assim que o problema aparecer.
“Além disso, é essencial contar com o apoio de profissionais da saúde mental, que vão poder acolher as vítimas e desenvolver ações para diminuir a violência no ambiente escolar”, avalia.