
A residência do advogado Phellipe Andrade foi um dos alvos de mandados de busca da operação que investiga suspeitos de arrombar carros e furtar pertences de proprietários, deflagrada na quarta-feira (6), pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Com ele, foi encontrado um celular com registro de roubo. Segundo o advogado e a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Phellipe não tem envolvimento com os crimes sob investigação.
Segundo o delegado Laércio Evangelista, do Draco, a casa do advogado constava nos endereços alvos da operação. Ele destacou que o advogado não está entre os investigados, mas devido à apreensão de um celular com restrição, o caso será apurado.
“Foram algumas buscas, e entre elas estava o endereço onde mora o advogado. Apreendemos um Iphone roubado, mas ainda estamos investigando se há o envolvimento direto dele”, explicou o delegado.
O advogado Phelippe Andrade afirma que foi confundido com um dos suspeitos, e que um dos investigados da operação já havia sido seu cliente.
Outro lado
De acordo com o presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas da Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional Piauí, Albelar Prado, a casa e o escritório de Phellipe Andrade da Silva foram alvos de buscas, mas o advogado não é investigado pelos crimes apurados na operação.
“Ele não era alvo da operação, não tinha relação ao nome dele. Tinha para a residência. Tanto que se soubessem que ele era advogado, a Polícia teria que comunicar a OAB, com no mínimo 24 horas de antecedência, dizendo que iria ter uma busca e apreensão, uma prisão ou a condução de um advogado e solicitar os membros da Comissão de Prerrogativa para acompanhar”, destacou.
Sobre o celular com restrição que foi encontrado com o advogado, o presidente da Comissão afirma que foi feita uma consulta por Phellipe Andrade em um site chamado ‘Consulta Celular Legal’. A busca pelo IMEI não encontrou nenhuma restrição.
“É temeroso dizer que o advogado foi preso, conduzido para o Draco por conta de um celular roubado. Se existe um dispositivo na internet em que a pessoa consulta através do IMEI e não aparece nada dizendo que o celular é roubado, então o delegado que mostre o Boletim de Ocorrência ou qualquer documento que comprove que o referido celular realmente é roubado. Porque nós temos um papel em mãos que diz que o celular não é roubado”, disse.
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