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Criança tem rosto completamente queimado ao acender 'cigarro' com pólvora no PI

Vítima brincava na casa de um vizinho quando um funcionário do dono da residência pediu que ela acendesse e assoprasse uma espécie de cigarro, que explodiu. A criança está sob observação no hospital do município, e seus olhos estão bastante machucados.

Por: Redação RI Fonte: G1 Piauí
02/05/2024 às 09h32 Atualizada em 03/05/2024 às 09h10
Criança tem rosto completamente queimado ao acender 'cigarro' com pólvora no PI
Criança tem rosto completamente queimado ao acender "cigarro" com pólvora no PI — Foto: Divulgação/PCPI

Um garoto de 10 anos teve o rosto completamente queimado após acender e assoprar um cigarro contendo pólvora, oferecido por um homem de 49 anos, em Baixa Grande do Ribeiro, a 581 km de Teresina. O suspeito foi preso na noite de quarta-feira (1º).

Segundo o delegado Marcos Halan, o crime aconteceu no último sábado (29). A criança tinha ido brincar com os filhos de um vizinho na casa dele, onde o suspeito, funcionário do dono da residência, estava bebendo durante uma festa.

“O homem entregou um rolo de papel, uma espécie de cigarro que continha pólvora, na mão do garoto e pediu que ele fosse até o fogo para acendê-lo e assoprá-lo. Quando a vítima assoprou, houve uma explosão que queimou seu rosto por completo. O funcionário ficou rindo e fazendo pouco caso da situação”, contou o delegado.

Após a explosão, a criança foi encaminhada ao Hospital Municipal Milton Reis, em Baixa Grande do Ribeiro, no qual está internada desde então. Ele se recupera do ocorrido, mas seus olhos ainda estão bastante machucados.

O Conselho Tutelar do município recebeu uma denúncia anônima, conversou com a mãe da vítima no hospital e relatou o caso à Polícia Civil do Piauí (PCPI), que investigou e intimou o suspeito.

O funcionário compareceu à Delegacia de Baixa Grande do Ribeiro, prestou depoimento e foi preso. Ele pode responder por lesão corporal com resultado de dano permanente e entrega de explosivos a criança.

"Ele negou ter cometido o crime, disse que estava longe da criança, mas os relatos da própria vítima e de outras testemunhas dizem o contrário. A criança vai ser reavaliada por um médico, daqui a um mês, para acompanhar a gravidade dos ferimentos", completou Marcos Halan.

 

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