
O Brasil experimentou por pouco tempo as liberdades constitucionais estabelecidas pelo regime democrático de direito, isso porque, desde o início de 2019, o país enfrenta o regime autoritário implantado pelo presidente de extrema-direita, Jair Bolsonaro.
Não é difícil constatar que há uma "ditadura branca" no País. O governo é formado basicamente por militares, após a nomeação de militares para diversos ministérios, o processo de militarização avançou para áreas normalmente ocupadas por servidores civis, recentemente, 7 mil militares da reserva passaram a atuar no INSS. Trata-se de uma estratégia de marcação de território, o Golpe de Estado está cada vez mais iminente.
Além disso, outro fator que demonstra que a democracia no Brasil está sob forte ameaça, é a forma como o presidente tem agido. Numa escalada contra as instituições, Bolsonaro não mede as palavras ao se dirigir a autoridades e instituições, utiliza sempre termos pejorativos no intuito de menosprezar, e para consolidar suas posições ideológicas se vale do senso comum de seus apoiadores, bem como de robôs virtuais para operar uma verdadeira máquina de difamação sem nenhum escrúpulo através de uma rede de fake news bem orquestrada.
Soma-se a tudo isso, a forte censura que vem sendo praticada pelo governo, principalmente, pelo Presidente da República, que utiliza a máquina estatal sem nenhum constrangimento para aniquilar qualquer um que faça críticas à sua gestão ou possua posição política diferente daquela exigida pelo governo. Um dos principais setores atacados diariamente pelo Presidente, é a imprensa.
A estratégia adotada por Bolsonaro é evidente, primeiro ele militarizou o governo, agora tenta desmoralizar as instituições - principalmente o Congresso e o Supremo Tribunal Federal -, para, em seguida se apresentar como salvador da Pátria, e sem dúvida, será através de um Golpe de Estado, valendo-se das forças armadas para se manter no poder.
A situação no Brasil é extremamente grave, e exige ação imediata pelos demais poderes constituídos, antes que o executivo concretize planos seus "diabólicos", os quais, são saltintantes aos olhos de qualquer leigo.
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