
Após a Prefeitura de Teresina anunciar a renovação por mais três meses do decreto de emergência na saúde da capital, o presidente da Câmara Municipal de Teresina, Enzo Samuel (PDT), e outros vereadores reagiram no parlamento municipal. O chefe do Legislativo cobrou respostas da gestão em meio aos problemas enfrentados em hospitais, UBSs e à saída do presidente da Fundação Municipal de Saúde, Charles Silveira. Agora a nova presidente será Leopoldina Cripriano.
A Prefeitura oficializou, na última segunda-feira (8), a renovação do decreto que reconhece emergência na saúde pública do município. É o terceiro decreto consecutivo editado pela gestão do prefeito Sílvio Mendes para enfrentar a crise na rede municipal. O texto cita que persistem as dificuldades para regularizar estoques de insumos e medicamentos, mesmo com a adoção de medidas emergenciais e a abertura de diversos processos licitatórios.
Questionado, o presidente da Câmara lamentou o contexto atual.
“Esperamos que o Executivo resolva os problemas de Teresina, como a falta de medicamentos, insumos, transporte público e a precariedade da limpeza urbana. Acreditamos que o secretariado é essencial para isso. Esperamos que o prefeito alinhe logo sua equipe e apresente respostas à população de Teresina. Estamos aqui para ajudar”, afirmou.
Já o líder do prefeito na Casa, Bruno Vilarinho (PRD), afirmou que vê com naturalidade a renovação da emergência na saúde e esclareceu que o objetivo é agilizar o atendimento.
“Recebemos com naturalidade a decisão do prefeito, que busca beneficiar Teresina. Silvio Mendes conhece bem a área da saúde e, ao renovar o decreto de emergência, pretende agilizar o reabastecimento de hospitais, UPAs e UBSs. A medida visa garantir a oferta de medicamentos e melhorar o atendimento à população”, finalizou.