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Aluno da rede pública é chamado de “macaco” por estudantes do Pro Campus em jogo interescolar, denuncia professor

Segundo Carlos Augusto Alves, além de “macaco”, os estudantes do colégio particular também se referiram aos alunos do Premen como “favelados”. Professor registrou BO.

Por: Redação RI Fonte: Portal O Dia
18/07/2025 às 10h17
Aluno da rede pública é chamado de “macaco” por estudantes do Pro Campus em jogo interescolar, denuncia professor
Denúncia foi feita pelo professor de Educação Física, Carlos Augusto Alves, do Premen Norte | @ reprodução

Um professor de Educação Física do CETI Prefeito João Mendes Olímpio de Melo, o Premen Norte, usou as redes sociais para denunciar que um aluno seu foi chamado de “macaco” por estudantes do Colégio Pro Campus, em Teresina, durante um jogo interescolar. O caso aconteceu no começo da semana e ele registrou um Boletim de Ocorrência em uma delegacia.

O professor Carlos Augusto Alves Costa conta que, durante a partida de futsal, um dos alunos do Premen Norte foi agredido verbalmente por um estudante do Pro Campus em um “claro ato de injúria racial”. Segundo ele, a agressão só se repetiu, porque no dia anterior já havia acontecido algo semelhante e nenhuma providência foi tomada pela direção da escola.

“Um dos alunos o agrediu [o estudante do Premen Norte] e o chamou nitidamente de macaco em pleno ginásio. Essa agressão só se repetiu, porque ontem ela não foi coibida quando os alunos foram chamados de favelados pela mesma escola ao chegar para o jogo da partida. E hoje essa agressão de forma vil aconteceu durante o jogo no segundo tempo. É preciso que se coíba. Porque tenho certeza que dentro da educação católica pregada pelo fundador da escola, isso jamais ia acontecer”, desabafou o professor Carlos.

Ele disse que comunicou o ocorrido à direção do Premen Norte e que todas as providências legais estão sendo tomadas, inclusive com conhecimento e apoio da família do estudante agredido. “Retirei meus alunos da quadra com dignidade para que não houvesse nenhum tipo de ataque contra eles. Eu os trouxe para a delegacia para prestar testemunho, porque a ordem correta de formar cidadão”, conclui o professor, mostrando o BO que foi feito.

Pro Campus diz que não compactua com o racismo e que promove cultura de paz

O colégio Pro Campus se pronunciou sobre as denúncias e, por meio de sua assessoria, disse que não compactua com o racismo ou qualquer tipo de comportamento preconceituosa. A escola afirmou que promove uma cultura de paz e que já abriu uma investigação para apurar o ocorrido. “A escola não apoia nada disso, faz e sempre fez um trabalho voltado para o combate ao racismo. Não é uma prática do Colégio Pro Campus o racismo. Não é à toa que temos como lema que a paz está na boa educação”, disse o colégio.

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