
Uma alternativa moderna e acessível ao ônibus para quem faz o trajeto entre a Zona Sudeste e o Centro da capital: essa é a proposta do Metrô de Teresina, que funciona com tarifa zero desde janeiro de 2025.
O transporte funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e segue um percurso que sai do Grande Dirceu, na Estação Itararé, e vai ao Centro, na Estação Alberto Silva.
Ao todo, são nove estações, distribuídas por 13,5 km. Por dia, em média, oito mil pessoas utilizam o serviço, de acordo com a Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí (CFLP).
O sistema está passando por uma modernização, que inclui a construção de novos terminais, revitalização de existentes, compra de novos Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e duplicação da linha férrea.
"A ideia é que, ao final das obras das duas etapas, o metrô de Teresina transporte até 40 mil passageiros por dia, com VLTs passando a cada 15 minutos, e reduzir o tempo de viagem de 35 para 22 minutos entre o terminal do Itararé e a Praça da Bandeira”, disse o presidente da CFLP, Wilson Martins.
Facilidade e gratuidade
Da nova estação do Itararé, inaugurada pela CFLP na segunda-feira (14), até a Estação Alberto Silva, no Centro de Teresina, o metrô leva aproximadamente 40 minutos e conta com climatização e segurança armada.
A técnica em radiologia Lucilene Alves mora no bairro Comprida, na Zona Sudeste, e pega o metrô todos os dias, às 8h, para fazer sessões de fisioterapia na Avenida Miguel Rosa, no Centro.
Antes, ela precisava pegar o transporte na Estação Dirceu II, mas a inauguração da Estação Itararé encurtou o caminho. Às 10h20, ela embarca na Estação Frei Serafim e retorna para casa.
“É maravilhoso [a passagem gratuita], que isso permaneça. A diferença no bolso é grande. Mas tem outros trajetos que dependo do ônibus, inclusive no fim de semana, que o metrô não funciona”, comenta Lucilene.
O empreendedor Francisco Lopes é dono de uma loja de compra e venda de relógios no Shopping da Cidade, no Centro da capital. Ele sai às 8h do Dirceu II e volta da Estação Alberto Silva às 16h.
Francisco conta que faz o percurso desde 2014, pois sofreu um acidente de moto no ano anterior e, desde então, só anda de metrô. Ele reclama da qualidade do sistema de ônibus de Teresina — cuja passagem custa R$ 4.
“A gente passa uma hora, uma hora e meia esperando na parada [de ônibus]. O metrô é muito bom para mim, ainda hoje tenho o passe do tempo que pagava. Quando quero ir ao Centro, já vou para a estação”, diz o empreendedor.
Horários e locais
Segundo a CFLP, esses são os horários de saída dos VLTs em ambos os sentidos da linha férrea de Teresina:
