
O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI), informou nesta quarta-feira (11) que vai acompanhar a adoção de medidas preventivas, mitigadoras e assistenciais em caso de atuais e possíveis enchentes no primeiro semestre deste ano nos municípios de Piripiri e Brasileira. A decisão se deu por conta das fortes chuvas estarem atingindo as localidades, provocando alagamentos e deixando a população ilhada ou desabrigada.
Segundo o promotor de Justiça Nivaldo Ribeiro, as fortes chuvas estão trazendo muitos prejuízos para as cidades. "O MP-PI tomou conhecimento de que recentes análises das condições atmosféricas o surgimento de considerável volume de chuvas no Piauí para o primeiro trimestre de 2020, que poderão resultar em enchentes, inundações ou movimento de massas em áreas urbanas e rurais”, informou.
Em Piripiri, 420 famílias foram atingidas, sendo 62 delas estão desabrigadas, após fortes chuvas registradas desde sexta-feira (6) na cidade de Piripiri, segundo o Corpo de Bombeiros. Duas escolas e uma creche estão recebendo os desabrigados e também servindo como pontos de apoio para as doações. Uma mulher morreu e quatro pessoas foram resgatadas durante o temporal.
A forte chuva deixou ruas e pontes da cidade interditadas, interrompendo o trânsito da região. Crateras se abriram na BR-343 e a rodovia ficou interditada. O nível do riacho Paciência subiu chegando a derrubar muros e atingir casas, duas desabaram. Seis escolas da Zona Rural de Piripiri estão sem aulas devido à dificuldade de acesso, porque os trechos estão intrafegáveis em virtude do excesso de água.
Orientações
O Ministério Público realizou reunião com o secretário Estadual de Defesa Civil do Estado do Piauí, Geraldo Magela, que orientou os municípios com risco de ocorrência de enchentes a promover medidas de caráter preventivo, como a limpeza de canais, galerias e bueiros para facilitar o escoamento pluvial.
Como medidas complementares, o MP recomendou ao Poder Público de Piripiri e Brasileira que tomem medidas em caráter de urgência. Os municípios deverão identificar e mapear as áreas de risco de desastres, promover fiscalização das áreas de risco de desastres e vedar novas ocupações nessas áreas.
A recomendação é que os municípios verifiquem a necessidade de declarar situação de emergência e estado de calamidade pública, vistoriem edificações e áreas de risco e promovam, quando for o caso, a intervenção preventiva e a evacuação da população das áreas de alto risco ou das edificações vulneráveis.
Também é necessário que sejam criadas equipes de Defesa Civil e Assistência Social para acolher e atender eventuais desabrigados e sejam definidos três imóveis na área urbana do município que possam ser utilizados em situação de enchentes, um para o Comando de Operações no município, um para alojamento do Corpo de Bombeiros e outro para alojar possíveis desabrigados.

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