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Fernando Lima renuncia à presidência da CPI do Lixo e recusa assinar relatório

Segundo o parlamentar, ele foi voto vencido dentro da comissão, sendo o único, entre os quatro vereadores presentes, a votar contra a apresentação do documento. O relator é o vereador Deolindo Moura (PT).

Por: Redação RI Fonte: Cidade Verde
02/12/2025 às 10h42
Fernando Lima renuncia à presidência da CPI do Lixo e recusa assinar relatório
@ Renato Andrade

O vereador da Câmara Municipal de Teresina, Fernando Lima (PDT), renunciou à presidência da CPI do Lixo e se mostrou contrário à assinatura do relatório. Segundo o parlamentar, ele foi voto vencido dentro da comissão, sendo o único, entre os quatro vereadores presentes, a votar contra a apresentação do documento. O relator é o vereador Deolindo Moura (PT).

Fernando Lima afirma que houve discrepâncias nos pontos apresentados durante as oitivas e, por isso, se posicionou contra a assinatura do relatório. Com a renúncia à presidência, ele reforça que não irá assinar.

“Eu já renunciei e por esse motivo não vou assinar o relatório. Esse é o entendimento que tenho diante de tudo que vi e ouvi durante a comissão e a gente não pode deixar isso passar. Eu faço questão de não assinar, renunciei a presidência, e foi apresentado hoje o relatório que para mim não é um relatório satisfatório ao municípios, a Teresina, ao serviço de coleta de lixo.”, explica.

O vereador afirmou que houve prejuízo ao município, mas ressalta que a principal defesa dele é que a licitação definitiva seja realizada, evitando o processo recorrente de contratações emergenciais. Ao todo, onze pessoas foram ouvidas na CPI, sendo duas delas, segundo Fernando Lima, consideradas fundamentais por mostrar pontos de discrepância.

“Tivemos a oitiva de onze pessoas, duas delas muito importantes. O ex-procurador-geral do município, Dr. Ricardo Martins, e o diretor de infraestrutura do TCE-PI, Dr. Bruno Camargo. Estas duas me chamaram atenção. O procurador porque nos informou naquela época as irregularidades apontadas pelo TCE e o diretor de infraestrutura também apresentou e alguns pontos relevantes, por exemplo, o relatório do Tribunal de Contas foi questionado o valor do resíduo inerte e não inerte ser cobrado o mesmo valor sendo que o valor do resíduo inerte é para ser mais barato do que o não inerte. Você pega a comparação de outras capitais é R$ 56 a tonelada. Aqui está sendo cobrado cerca de R$ 159. Então alguns pontos que são discrepantes e a gente não pode admitir que isso passe despercebido por parte dessa casa e não pode fazer com que o município de Teresina seja lesado dessa forma, muito menos o povo teresinense”, encerra.

O que é a CPI do Lixo?

A CPI do Lixo, criada a partir do Requerimento nº 891/2025, foi instaurada para investigar possíveis irregularidades em contratações emergenciais destinadas à execução dos serviços de limpeza urbana da capital. Desde o início dos trabalhos, os parlamentares analisam documentos e tomam depoimentos de gestores e representantes de empresas ligadas ao setor.

Ao longo dos trabalhos, foram ouvidos ex-gestores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), representantes de empresas, além de vereadores e dirigentes sindicais. Alguns convocados não compareceram, o que chegou a gerar discussões sobre possíveis intimações.

Em depoimentos anteriores, empresas como o Consórcio Recicle negaram responsabilidade pela crise na coleta, enquanto a Litucera não se manifestou diante da comissão. Também foram citadas decisões do Tribunal de Contas do Estado (TCE) relacionadas aos contratos investigados.

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