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Suspeito de sequestrar motoristas de app e torturar vítimas é preso em Teresina

Jovem de 20 anos tinha três mandados de prisão e é investigado por integrar grupo criminoso que usava redes sociais para intimidar e divulgar ações.

Por: Redação RI Fonte: Portal O Dia
01/04/2026 às 09h33 Atualizada em 05/04/2026 às 13h32
Suspeito de sequestrar motoristas de app e torturar vítimas é preso em Teresina
Reprodução/SSP-PI

Um jovem de 20 anos, conhecido como “Novinho”, foi preso na manhã desta quarta-feira (01), em Teresina, suspeito de integrar uma organização criminosa e participar de roubos com sequestro de motoristas de aplicativo. A ação foi realizada durante operação da Polícia Civil, que também resultou na prisão da companheira dele, de 23 anos, conhecida como “Dora Aventureira”.

Segundo as investigações, o suspeito possuía três mandados de prisão em aberto, sendo dois por roubo e um por envolvimento com organização criminosa. Ele foi localizado após trabalho de inteligência que apontou, entre outros elementos, o uso de redes sociais para divulgar conteúdos ligados à criminalidade.

De acordo com a apuração policial, o grupo atuava de forma violenta. As vítimas, geralmente motoristas de aplicativo, eram abordadas, colocadas no porta-malas dos próprios veículos e obrigadas a realizar transferências bancárias sob ameaça. Há ainda relatos de que os motoristas eram submetidos a agressões físicas durante as ações.

Além da atuação nos crimes, o investigado também utilizava perfis em redes sociais para exibir armas de fogo, fazer ameaças e divulgar símbolos associados a facções criminosas. A prática, conforme a polícia, era usada como forma de intimidação e para fortalecer a imagem do grupo.

A operação foi coordenada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que intensificou o monitoramento após identificar a recorrência desse tipo de conteúdo nas redes. O objetivo, segundo a investigação, era interromper a atuação do suspeito e de possíveis comparsas.

O delegado Charles Pessoa afirmou que ações desse tipo têm como foco reduzir a influência de organizações criminosas, especialmente entre jovens. “Estamos atuando de forma firme e contínua para coibir o uso das redes sociais como instrumento de propagação do crime”, disse.

Ele também destacou que o suspeito poderá responder com base em legislação mais recente voltada ao combate a facções criminosas, que prevê penas mais rigorosas para integrantes desses grupos.

Após a prisão, o jovem foi encaminhado para a sede do Draco, onde passou pelos procedimentos legais. Ele permanece à disposição da Justiça.

A polícia não informou se há outros envolvidos diretamente identificados no caso, mas as investigações seguem em andamento para apurar a possível participação de mais pessoas nas ações criminosas.

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